O PT decidiu transformar o slogan “Goiás Pode Mais” em bandeira de afirmação política. Após o PSDB registrar o mesmo nome de coligação, a federação petista subiu o tom e deixou claro que não vai recuar. A postura coloca pressão sobre o grupo de Marconi Perillo e eleva a temperatura da pré-campanha.
O nome foi aprovado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) durante convenção em 1º de agosto. Quatro dias depois, a Federação PSDB/Cidadania, junto com DC e PRTB, oficializou a mesma denominação. A duplicidade tirou o caso do campo administrativo e o levou para o centro do tabuleiro político.
Os movimentos do PT indicam que a legenda busca extrair vantagem política do episódio. Kainann Santana, secretário de Organização, afirmou que a frase foi sugestão interna e que o registro anterior garante o direito de uso. “Temos direito a permanecer com ele”, disse.
Nelson Galvão, secretário de Comunicação, acrescentou que a data do protocolo é um ativo difícil de contestar.
“Pela lógica, eles é que vão ter que mudar o nome da coligação, porque nós registramos primeiro. Data na Justiça é coisa muito importante”.
Nos bastidores, a avaliação petista é de que o slogan já está colado à identidade da campanha. Por isso, qualquer alteração é vista como perda de capital político.
O PSDB manteve silêncio público até o momento, mas a ata da convenção tucana confirma a adoção do mesmo nome. O grupo de Marconi Perillo agora enfrenta a decisão de manter a marca e comprar uma briga judicial ou recuar e buscar um novo slogan, o que poderia ser lido como sinal de fraqueza.
A insistência do PT em não ceder transformou o que seria uma mera coincidência num teste de força entre as duas principais federações da disputa goiana. Se o caso chegar ao Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), a decisão pode estabelecer um entendimento relevante sobre o uso de slogans em campanhas majoritárias.
