O Hospital de Câncer Araújo Jorge incorporou uma nova torre de videolaparoscopia ao seu Centro Cirúrgico. O equipamento conta com imagem em alta definição e tecnologia de banda estreita (NBI), recurso utilizado para ampliar a visualização de estruturas anatômicas durante procedimentos cirúrgicos.
A aquisição integra o processo de atualização tecnológica da unidade e amplia a capacidade de realização de cirurgias minimamente invasivas para pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa busca aumentar a precisão dos procedimentos e reduzir o impacto das intervenções cirúrgicas.
Segundo o diretor executivo do hospital, Kleber Rosa, o investimento faz parte da estratégia de modernização da estrutura assistencial da instituição. Em nota, ele afirmou que o objetivo é ampliar o acesso dos pacientes do SUS a técnicas cirúrgicas mais avançadas.
De acordo com o chefe do Setor de Aparelho Digestivo do hospital, Alexandre Menezes, a nova tecnologia melhora a definição das imagens durante as cirurgias, facilitando a identificação de estruturas e lesões. Segundo o especialista, isso contribui para procedimentos menos invasivos e pode favorecer a recuperação dos pacientes.
Entre os benefícios associados à videocirurgia estão menor trauma cirúrgico, redução da dor no pós-operatório, tempo de internação mais curto e recuperação mais rápida, fatores que podem acelerar o retorno às atividades cotidianas.
Referência para o tratamento oncológico em Goiás
O Araújo Jorge atende pacientes dos 246 municípios goianos e também recebe encaminhamentos de outros estados. Em 2025, o hospital registrou 81.732 atendimentos e realizou 11.571 cirurgias. Segundo a instituição, cerca de 80% desses procedimentos cirúrgicos foram destinados a pacientes do SUS.
No mesmo período, foram contabilizados 1.141.212 procedimentos assistenciais, dos quais aproximadamente 90% ocorreram por meio do sistema público de saúde. Os números reforçam o papel do hospital como uma das principais referências em oncologia em Goiás.
A incorporação do novo equipamento ocorre em meio ao processo contínuo de modernização da estrutura hospitalar e amplia a oferta de tecnologias voltadas ao tratamento oncológico na rede pública.
