Renan Santos (Missão), quarto colocado na disputa pela Presidência da República, descartou declarar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Já o PSD, partido de Ronaldo Caiado, decidiu liberar seus diretórios estaduais, parlamentares e lideranças para escolherem individualmente qual candidatura apoiar na votação de 25 de outubro.
A decisão ocorre após o primeiro turno, realizado no domingo (4), que terminou com Flávio Bolsonaro e Lula classificados para a segunda etapa da eleição presidencial. A diferença entre os dois primeiros colocados foi de cerca de 2,22 milhões de votos.
Renan Santos não declara apoio a nenhum candidato
Renan Santos terminou o primeiro turno na quarta posição, com aproximadamente 2,67 milhões de votos, o equivalente a 2,24% dos votos válidos.
Após o resultado, o candidato do Missão fez uma transmissão pelas redes sociais e afirmou que não pretende apoiar nenhuma das duas candidaturas que avançaram para o segundo turno.
Em sua manifestação, Renan também fez críticas aos dois candidatos e disse que seus eleitores devem decidir individualmente como votar. A declaração foi feita após a confirmação do resultado eleitoral.
Com isso, o candidato não anunciou transferência formal de seu apoio político para nenhuma das chapas que disputarão a Presidência em 25 de outubro.
Votos de Renan e Caiado somaram mais de 5 milhões
Além de Renan Santos, outro candidato que não avançou para o segundo turno foi Ronaldo Caiado (PSD), que terminou a eleição presidencial na quinta posição.
Caiado recebeu aproximadamente 2,60 milhões de votos, correspondentes a 2,18% dos votos válidos.
Somados, os votos de Renan e Caiado chegaram a cerca de 5,2 milhões. Esse número supera a diferença registrada entre Flávio Bolsonaro e Lula no primeiro turno, que ficou em aproximadamente 2,22 milhões de votos.
Os números, porém, não significam que os votos dos candidatos derrotados serão automaticamente transferidos para uma das candidaturas do segundo turno. Cada eleitor poderá escolher livremente entre os dois candidatos, votar em branco ou anular o voto.
PSD decide liberar diretórios estaduais
O PSD, partido de Ronaldo Caiado, também não anunciou apoio nacional a Lula ou Flávio Bolsonaro.
O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, informou que os diretórios estaduais terão liberdade para decidir seus posicionamentos no segundo turno.
A decisão considera as diferenças existentes entre os cenários políticos dos estados e mantém a autonomia que as estruturas estaduais tiveram durante o primeiro turno.
Na prática, dirigentes, parlamentares e lideranças do PSD poderão declarar apoio a Lula, Flávio Bolsonaro ou optar por não apoiar formalmente nenhuma das candidaturas.
Caiado evita anunciar apoio imediato
Após a divulgação do resultado, Ronaldo Caiado afirmou que não venceu a eleição presidencial, mas avaliou que encerrou a disputa mantendo sua posição política.
O ex-governador de Goiás também afirmou que pretendia conversar com Gilberto Kassab antes de tomar uma posição sobre o segundo turno.
A direção nacional do PSD, entretanto, posteriormente anunciou que não adotaria uma orientação única para todo o partido.
A decisão deixa as estruturas estaduais livres para estabelecer alianças conforme os interesses e as configurações políticas locais.
Segundo turno será entre Lula e Flávio Bolsonaro
O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro de 2026.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Como nenhum dos dois alcançou mais de 50% dos votos válidos, a eleição será decidida em uma nova votação.
A partir desta segunda-feira (5), os candidatos estão autorizados a retomar a campanha eleitoral para o segundo turno. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa em 9 de outubro e segue até 23 de outubro.
O que acontece agora?
Com a definição dos dois candidatos, a campanha entra em uma nova fase. Além das atividades de rua e da propaganda eleitoral, Lula e Flávio Bolsonaro deverão buscar apoio de partidos, lideranças e eleitores que votaram nas demais candidaturas no primeiro turno.
Entre os candidatos derrotados, as posições anunciadas até agora são diferentes. Renan Santos optou por não declarar apoio, enquanto o PSD decidiu liberar suas estruturas estaduais para que cada uma defina seu posicionamento.
O resultado das negociações políticas não determina, por si só, como os eleitores desses grupos votarão no segundo turno. A decisão final caberá aos eleitores na votação de 25 de outubro.
Veja como ficou o primeiro turno
| Candidato | Partido | Resultado |
|---|---|---|
| Flávio Bolsonaro | PL | 47,03% |
| Lula | PT | 45,16% |
| Augusto Cury | Avante | 2,89% |
| Renan Santos | Missão | 2,24% |
| Ronaldo Caiado | PSD | 2,18% |
Renan e Caiado, portanto, ficaram fora do segundo turno, mas suas posições políticas e as decisões de seus partidos passaram a integrar o cenário da nova etapa da eleição.
