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Os governistas estão se desdobrando nos municípios, Goiás adentro, pedindo voto para o governador Daniel Vilela. Missão dada e vigiada. Ninguém descansa para cumprir a meta. Tudo pelo 1º turno.
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Pesquisas mostrando que dá pra ganhar dia 4 de outubro ganham espaço na mídia. Todos os candidatos da base do governo ecoam o mantra: vai ser no 1º turno. O objetivo é repetir a mensagem para que ela vire verdade.
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Sinal de alerta interno aponta que o esforço não deve ser só para definir tudo logo. É preciso conter o avanço dos adversários. As campanhas de Wilder Morais (PL) e Marconi Perillo (PSDB) tentam reação final. Disputam para ter e ver quem chega ao 2º turno, na convicção de que, quem for, vence. Essa convicção alimenta seus comandos de campanha.
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O governo age. Dias antes, pesquisas confundindo geral, ora com Marconi Perillo (PSDB) em segundo e Wilder Morais (PL) em terceiro, ora o contrário, ganham destaque. Daniel sempre à frente, acima de 40%, longe do 2º turno.
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Acomodação das ranhuras internas entre candidatos ao Senado. Gracinha cola em Daniel. Vanderlan Cardoso (PSD) cola em Gracinha. Zacharias Calil (MDB) corre por fora. Gustavo Mendanha (PRD) corre por dentro da base governista e da bolsonarista de Gustavo Gayer (PL).
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Ronaldo Caiado deixa o hospital em São Paulo e se apresenta para evento de campanha com Daniel Vilela e Gracinha Caiado, candidata ao Senado, em Goiânia nesta terça, 15. Reforço na reta final no Estado, e não na campanha presidencial.
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Cancelamentos de debates, ou da presença de Daniel naqueles que insistem. Contenção de danos por antecipação e isolamento dos adversários, que ficam falando sozinhos, para quase ninguém. Na onda da estratégia de Daniel, Wilder comemora, como em jogo combinado.
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Corrupção e crise no STF entram no radar do eleitor, antes mais sensível à falta de comida na mesa e bolso vazio. Políticos experientes e seus assessores avaliam: pela primeira vez a eleição nacional vai impactar a estadual. Já impacta.
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Polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) deixa dúvida sobre desempenho de Wilder em Goiás e abre cenários para eventual 2º turno local e nacional. Isso ao mesmo tempo em que equipe de Daniel aperta o cerco pela decisão no 1º turno.
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Daniel, Wilder e Marconi se apresentam como candidatos à direita ou de centro-direita, com tendência de apoio a Flávio em 2º turno nacional. Daniel tem expectativa de ter os votos do PT, se tiver 2º turno, mas não pode admitir; Marconi também. Como as forças locais se rearranjariam?
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Desempenho de Caiado como candidato a presidente, na faixa dos 4%, é sentido pelos aliados, que veem impacto menor dele na disputa local. A polarização, acreditam, terá impacto importante no jogo de forças no Estado.
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Importa saber: enquanto Daniel joga tudo para conter o efeito do bolsonarismo a favor de Wilder Morais, o próprio Wilder e Marconi Perillo seguem em campanha sem um plano de chegada que indique mudança. Estão no modo fluxo de campanha em ponto morto.
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O foco de Wilder é o conhecido: fé na onda bolsonarista. Porém mais um tropeço. Ele admite ao jornal O Popular conversar sobre a colocação de câmeras nos uniformes dos policiais goianos. Pega mal a declaração. Contra o discurso bolsonarista. Na lembrança, o fato de não ter votado contra a indicação de Jorge Messias para o STF, feita por Lula.
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Marconi ajusta o tom da comunicação para mais leve e apresentação de propostas; aumenta a agenda no interior; participa de debates sem presença de Daniel e Wilder; e ponto. Vai na base da confiança no 2º turno.
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Campanha de Daniel na TV e rádio permanece no compasso feijão com arroz, ou modo zen. Propaganda mostra propostas em cima do que já existe. Nenhum volume a mais. Nada de novo. Está dando certo, melhor não mexer. O aperto é nas ações de chão, com todo mundo em campo.
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Luis Cesar Bueno (PT) aguarda o segundo turno. Quanto mais cresce nas pesquisas, mais importante fica para a outra fase, no caso de ter. Precisa se virar, pois não consegue repetir no Estado a polarização PT-PL. É trabalhar e esperar os dois resultados do dia 4: de Lula X Flávio, e se haverá outro turno em Goiás.
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Daniel Vilela caminha para o dia 4 de outubro pilotando em pé a máquina governista. Uma estrutura pesada, mas na descida. Marconi Perillo e Wilder Morais estão no seu caminho, a uma acelerada. Na hora de surfar no crescimento, Wilder trabalha contra ele mesmo. Daniel põe marcha. Quem segura?
