A candidata a deputada federal Fátima Gavioli (PSD), ex-secretária de Estado da Educação de Goiás, contestou declarações de que a rede estadual de ensino teria ficado em quarto lugar no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em entrevista ao Jornal do Rádio, da Rádio Caraíbas de Rubiataba, ela afirmou que Goiás ocupa a segunda colocação, com nota 5, atrás apenas do Paraná, que alcançou 5,1.
Segundo Fátima, Goiás se manteve entre os primeiros colocados da educação brasileira durante os sete anos e meio em que esteve à frente da Secretaria de Estado da Educação, período que coincidiu com parte da gestão do ex-governador Ronaldo Caiado. “Nós nunca deixamos de ser primeiro ou segundo”, afirmou.
A ex-secretária também destacou que a diferença entre Goiás e o primeiro colocado é pequena e avaliou que os resultados do Ideb devem ser analisados considerando outros fatores além da posição no ranking. Entre os pontos citados por ela estão os critérios de aprovação dos estudantes e as diferentes realidades das redes de ensino.
Investimentos na educação
Durante a entrevista, Gavioli apresentou números referentes ao período em que comandou a Seduc. De acordo com ela, foram construídas 67 escolas e mais de 700 unidades passaram por reformas. A gestão também teria promovido a distribuição de uniformes, tênis, materiais escolares e equipamentos para estudantes e unidades da rede estadual.
Para a candidata, os investimentos no setor têm impactos que vão além da área pedagógica. Ela afirmou que a aplicação de recursos em educação também movimenta o comércio local, gera renda e contribui para a formação dos estudantes.
Na região de Rubiataba, segundo Fátima, foram destinados aproximadamente R$ 27 milhões ao longo de sete anos e meio. Entre as ações citadas estão reformas, ampliações, compra de equipamentos e programas de assistência aos estudantes, como o Bolsa Estudo.
De acordo com a ex-secretária, o benefício, criado em 2021, movimentou cerca de R$ 7,3 milhões na economia da região. Ela também relacionou os investimentos em educação aos indicadores de segurança pública e defendeu que políticas educacionais e ações de prevenção à criminalidade sejam desenvolvidas de forma integrada.
Campanha para a Câmara Federal
Fátima Gavioli também falou sobre sua trajetória profissional e política e afirmou que pretende levar sua experiência na área educacional para a Câmara dos Deputados. Antes de comandar a Seduc, ela atuou como professora, coordenadora regional e gestora da educação.
Durante a entrevista, a candidata ainda comentou sobre o uso das redes sociais nas campanhas eleitorais. Apesar de reconhecer a importância das plataformas digitais para ampliar o alcance dos candidatos, defendeu a continuidade do contato presencial com a população.
Segundo dados de pesquisa citados por Fátima, sua pré-campanha já passou por 189 municípios e o percentual de pessoas que afirmam conhecer seu nome teria aumentado de 33% para 68%.
Ao comentar novamente os resultados do Ideb, a candidata classificou como equivocada a informação de que Goiás teria ficado em quarto lugar e afirmou que críticas aos indicadores da rede estadual também acabam atingindo os profissionais da educação.
“Goiás é o segundo lugar no Brasil”, declarou.
A defesa dos resultados obtidos pela educação estadual e a apresentação de sua trajetória na área devem integrar a estratégia de campanha de Fátima Gavioli na disputa por uma vaga na Câmara Federal.
