A definição do candidato a vice-presidente será o próximo movimento da pré-campanha de Ronaldo Caiado (PSD) ao Palácio do Planalto. O ex-governador de Goiás confirmou que apresentará o nome nesta quarta-feira (1º), às 11h, na sede nacional do partido, em Brasília, encerrando semanas de especulações sobre a composição da chapa.
A escolha do vice deverá indicar como o PSD pretende ampliar sua presença nacional, construir alianças e posicionar a candidatura de Caiado na disputa presidencial de 2026.
Antes de participar de um evento promovido pelo Centro de Debates de Políticas Públicas, em São Paulo, na noite desta segunda-feira (29), Caiado confirmou que a definição já está tomada.
“Vamos por etapa, mas já está definido que na quarta-feira, às 11 horas da manhã, nós apresentaremos o vice que vai compor a nossa chapa.”
Apesar da expectativa, o ex-governador evitou antecipar qualquer característica do escolhido.
Michelle Bolsonaro fica fora das negociações
Ao ser questionado sobre uma eventual composição com Michelle Bolsonaro, Caiado afirmou que respeita a autonomia das demais legendas e disse que não participa de negociações envolvendo nomes de outros partidos.
Ao mesmo tempo, reconheceu a influência política da ex-primeira-dama, destacando sua atuação no comando do PL Mulher e sua capacidade de mobilização entre mulheres e o eleitorado evangélico.
Quando perguntado se Michelle seria uma boa candidata a vice, respondeu de forma direta:
“Quem não queria tê-la?”
Tendência é de chapa formada pelo PSD
A falta de negociações públicas com outras siglas reforça a possibilidade de Caiado disputar a eleição com uma chapa formada exclusivamente por integrantes do PSD.
Na semana passada, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, afirmou que havia expectativa de construir alianças para a definição do vice, mas reconheceu que ainda não existiam conversas em andamento. Nos bastidores, o próprio Kassab aparece entre os nomes lembrados para ocupar a vaga.
Caiado defende unidade para disputar a Presidência
Durante a entrevista, Caiado também comentou os recentes conflitos entre integrantes da família Bolsonaro e afirmou que disputas internas comprometem qualquer projeto eleitoral.
Segundo ele, uma campanha presidencial exige unidade política, estrutura partidária e capacidade de articulação.
“Ninguém suporta fogo amigo. Ou seja, tiro dentro da mesma trincheira, é difícil sobreviver.”
O ex-governador ressaltou que o PSD chega ao processo eleitoral com organização partidária e forte presença municipal, fatores que considera decisivos para uma candidatura competitiva.
Debate deve priorizar propostas
Caiado também evitou comentar a possibilidade de conquistar eleitores descontentes com os conflitos na direita.
Para ele, a disputa presidencial precisa estar concentrada na capacidade de governar e nas propostas para o país, e não em embates pessoais.
“Eu não vou entrar nesse ti-ti-ti porque isso é vulgarizar a disputa da Presidência da República.”
A revelação do vice nesta quarta-feira deverá encerrar uma das principais indefinições da pré-campanha de Caiado e abrir uma nova etapa da estratégia eleitoral do PSD. A partir da escolha, a expectativa passa a ser a ampliação das articulações políticas e a busca por apoios que fortaleçam o projeto presidencial do partido. O que sobra é indefinição do candidato ou candidata a vice de Daniel Vilela.
