A manhã desta quinta-feira, 7 de maio, foi marcada por um episódio de alta tensão na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Os deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro, ambos integrantes da bancada do PL, protagonizaram um intenso bate-boca no plenário que culminou em ameaças explícitas de morte e quase evoluiu para um confronto físico.
A gota d’agua da crise — registrado em vídeo publicado em matéria do jornalista Ton Paulo pelo Jornal Opção — ocorreu durante a sessão ordinária, quando os parlamentares trocaram insultos em tom elevado. No vídeo, é possível ouvir Major Araújo disparar contra o colega de partido: “Põe a mão em mim que amanhã você amanhece morto”. A reação ocorreu após Amauri Ribeiro gritar, em tom de desafio: “Não deixa eu pôr a mão em você não”.
Origem do conflito e troca de acusações
O clima de hostilidade entre os dois parlamentares não é recente. A divergência pública começou a ganhar corpo na última semana, motivada por críticas de Amauri Ribeiro à condução política do presidente estadual do PL, o senador Wilder Morais. Ribeiro questionou a ausência de Morais em uma votação estratégica que visava barrar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Major Araújo, agindo como defensor da liderança do partido, rebateu as críticas de forma incisiva. Araújo acusou Ribeiro de manter uma postura de conveniência política por ocupar cargos na estrutura do governo estadual, afirmando que o colega “sempre se vendeu” em troca de benefícios e empregos na máquina pública.
“Direita Trans”
Em sessões anteriores, Amauri Ribeiro chegou a desafiar Araújo para um debate “olho no olho”. A tréplica de Major Araújo, no entanto, elevou o teor das ofensas ao classificar Ribeiro como um representante de uma suposta “direita trans”, sugerindo que o parlamentar não seria fiel aos valores ideológicos do espectro político que representa.
O incidente paralisou momentaneamente os trabalhos e gerou desconforto entre os demais deputados, expondo uma fratura interna severa na base do Partido Liberal em Goiás. Até o momento, a Mesa Diretora da Alego não se manifestou formalmente sobre possíveis medidas disciplinares ou encaminhamentos ao Conselho de Ética.
