O governador Daniel Vilela (MDB) lidera com boa margem a disputa pelo governo de Goiás e está mais acertando do que errando. Duas notícias positivas pra ele e, óbvio, negativas para seus adversários. São fatos.
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Natural que os apoiadores de Marconi Perillo (PSDB) discordem e tentem ver mais beleza do que revés nos números. O contrário seria admitir que as coisas não vão bem. E até que vão, porque Marconi é o segundo colocado e está no jogo, que tem tempo longo pra acabar.
Falar o quê sobre Wilder Morais (PL)? Tudo já foi dito. Ele não tem expressão própria, não tem liderança, não tem discurso. Tem a marca do bolsonarismo. Ele pouco faz agora porque espera a enchente da reta final das urnas, pra ser elevado acima da superfície e virar avalanche.
Mas isso já foi dito e repetido. Assim como não há o que dizer sobre o PT não conseguir chegar a um nome que represente a esquerda, ou campo progressista, nesta eleição. O PT goiano bate cabeça internamente etc etc etc. Tá tão complicado isso que qualquer coisa que se diga sobre o partido, pesa no negativo, porque esbarra neste muro de indefinição. A culpa é do comentarista?
Veja que nada mudou na disputa desde que ela ganhou corpo. Tudo na mesma. Água correndo pro mar. Por mais que já tenham feito, os pré-candidatos não alteraram a paisagem. O que, mais uma vez, é bom para Daniel Vilela. O mote de que é preciso seguir em frente de forma segura está valendo e funcionando.
Sem novidade substancial, a toada continuará a ser essa, com consolidação de posições e ampliação de números. A discussão seguinte não será quem vai ganhar, mas se a vitória será ou não no primeiro turno. Aquela história: ou o imponderável entra em campo, ou o jogo termina antes da hora.
Marconi vencerá sua rejeição e crescerá de repente? Wilder vem aí com a enchente de São Bolsonaro? E o PT? Perceba: mais do mesmo. Repetitivo. E não se trata de vitória antecipada de um, mas de derrotas anunciadas dos outros.
Emoção à vista de verdade, por ora, só na disputa pelo Senado.
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