O desfecho das buscas pelo professor goiano Danilo Neves Pereira, de 35 anos, mobilizou autoridades e a comunidade acadêmica nesta segunda-feira, 20. Desaparecido desde a última terça-feira, 14, o docente foi localizado sem vida no Hospital Ramos Mejía, situado no bairro de Balvanera, em Buenos Aires. A informação foi confirmada por veículos da imprensa argentina, como o Clarín e o La Nación.
De acordo com os relatos preliminares, Danilo teria sido internado na unidade de saúde no último domingo, 19, em estado grave. Como não portava documentos no momento do socorro, ele deu entrada como um paciente não identificado. As autoridades locais trabalham com a hipótese de overdose (descompensação psicotrópica devido ao uso de cocaína), embora exames complementares e a perícia técnica ainda devam confirmar a causa exata do óbito.
O desaparecimento e a investigação
O rastro de Danilo foi perdido após o envio de uma mensagem a um amigo na terça-feira passada. No texto, o professor informava que visitaria a residência de uma pessoa que conheceu por meio de um aplicativo de relacionamento. Ele chegou a compartilhar a localização exata do destino, mas, a partir desse momento, interrompeu qualquer comunicação, deixando de atender chamadas e visualizar mensagens em redes sociais.
A Divisão de Pessoas Desaparecidas da Cidade Autônoma de Buenos Aires conduziu diligências na residência do brasileiro antes da confirmação do paradeiro. O Itamaraty, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires, informou que acompanha o caso de perto e auxilia no processo de confirmação de identificação para dar suporte à família.
Trajetória acadêmica e profissional
Danilo Neves Pereira possuía uma carreira consolidada no ensino de línguas. Durante 12 anos, atuou como professor de inglês no Centro de Línguas da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde também se graduou em Letras. Antes de se mudar para a Argentina, o professor residiu no Rio de Janeiro para cursar o doutorado, estando na fase final de defesa de sua tese.
Em Buenos Aires há cerca de seis meses, Danilo lecionava para grupos infantis. Amigos e colegas de profissão o descrevem como um profissional “extremamente responsável” e de fácil convívio social. A notícia de sua morte gerou uma onda de consternação entre ex-alunos e parceiros de trabalho em Goiás e no Rio de Janeiro.
