A Polícia Civil de Goiás investiga a morte da professora Antônia Tomaz Vieira, de 55 anos, ocorrida na noite do último sábado (21), no setor Divino Espírito Santo, em Jataí, no sudoeste goiano. A principal linha de investigação aponta para um caso de feminicídio seguido de suicídio. O ex-companheiro da vítima, Luziano Rosa Parreira, de 54 anos, também foi encontrado morto no local.
Detalhes da ocorrência e perícia
De acordo com os levantamentos preliminares coordenados pelo delegado Gylson Ferreira, os corpos foram localizados na calçada, em frente à residência da avó de Antônia. O perito criminal Caio de Pádua confirmou que ambos apresentavam perfurações por disparos de arma de fogo. No local, a polícia apreendeu um revólver calibre .357 Magnum, que continha tanto munições intactas quanto deflagradas. A análise técnica indica que ao menos quatro tiros foram disparados durante a ação.
Embora o casal estivesse em processo de separação, o delegado ressaltou que não havia registros anteriores de violência doméstica envolvendo os dois. Além disso, a arma utilizada no crime estava em situação regular, e Luziano possuía a devida autorização para o porte ou posse.
Comoção na comunidade escolar
A morte de Antônia, descrita como uma educadora dedicada e inspiradora, gerou uma onda de homenagens nas redes sociais. Ex-alunos e colegas de profissão do Colégio José Feliciano destacaram o impacto pedagógico e humano da docente. Relatos mencionam Antônia como uma figura de suporte, que oferecia conselhos e auxílio extra para evitar que estudantes ficassem em recuperação.
O caso reacende o debate sobre a segurança da mulher no estado. Embora autoridades locais tenham se manifestado lamentando a recorrência de episódios de violência de gênero, a investigação agora se concentra em esclarecer a motivação exata e a dinâmica dos fatos que levaram ao crime.
Cenário da violência em Goiás
Este episódio soma-se às estatísticas de violência contra a mulher em Goiás no ano de 2026. Somente na capital, Goiânia, já foram registrados 19 casos de feminicídio neste ano. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou os óbitos no local, e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames cadavéricos de praxe. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos de testemunhas e familiares para concluir o inquérito.



