A decisão da Justiça de Goiás em manter a prisão preventiva do jovem de 24 anos, suspeito de assassinar Natasha Eduarda Alves de Sá, traz novos desdobramentos sobre a gravidade do crime ocorrido em Iporá. Durante a audiência de custódia, o magistrado considerou os indícios colhidos pela Polícia Civil, que apontam não apenas para a execução do crime, mas para a possibilidade de que o investigado pretendesse realizar outros ataques.
Detalhes da investigação e o depoimento
De acordo com o delegado Bruno de Paula, responsável pelo caso, o crime teria sido motivado por uma vingança pessoal. O investigado trabalhava no mesmo supermercado que Natasha, de 21 anos, e teria ficado insatisfeito após ser advertido pela colega durante o expediente. A partir desse atrito, o jovem teria planejado a ação que resultou na morte da vítima.
Um dos pontos mais alarmantes do inquérito é o relato de uma testemunha ocular. Em depoimento formal, essa pessoa afirmou ter ouvido do próprio suspeito que Natasha “não seria a primeira”. Essa frase acendeu um alerta nas autoridades de segurança, sugerindo que o jovem poderia ter outros alvos em mente, caso não tivesse sido contido.
O registro das câmeras de segurança
As imagens do circuito interno do estabelecimento foram fundamentais para a cronologia dos fatos. O vídeo mostra o momento em que o homem se dirige ao estoque e se apodera de uma faca pertencente ao próprio supermercado. Durante o trajeto de volta ao salão de vendas, ele retira a embalagem da arma branca com calma aparente.
Ao localizar Natasha, houve uma breve interação verbal antes de o suspeito desferir nove golpes contra a jovem. A brutalidade do ataque e a frieza registrada nas imagens reforçaram o pedido de manutenção da prisão, visando garantir a ordem pública e a integridade de outras possíveis vítimas citadas indiretamente pelo investigado.
Próximos passos e a tese de defesa
A defesa do suspeito alega que ele sofre de transtornos psicológicos graves e que isso teria influenciado seu comportamento no dia do crime. No entanto, os laudos médicos que comprovariam tal condição ainda não foram anexados ao processo oficial, com a promessa dos advogados de apresentá-los apenas durante a fase de instrução em juízo.
O inquérito deve ser concluído pela Polícia Civil de Goiás na próxima semana, quando o relatório final será encaminhado ao Ministério Público. Por ora, o jovem segue recolhido no sistema prisional, à disposição do Poder Judiciário.
Com informações do Mais Goiás








