Goiás encerrou o ano de 2025 consolidando uma tendência de queda nos índices de criminalidade, posicionando-se como o quinto estado brasileiro com o menor registro de mortes violentas por grupo de 100 mil habitantes. Os dados são de um levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), divulgado na última quarta-feira (21/1), que coloca o estado em um patamar de destaque no cenário nacional de segurança pública.
De acordo com o relatório federal, o estado registrou uma média de 11,27 mortes violentas para cada 100 mil habitantes ao longo de 2025. O índice é significativamente inferior à média nacional, que fechou o período em 15,97. O levantamento do Ministério considera crimes como homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, cujos dados são fornecidos pelas secretarias estaduais de segurança.
Ao analisar o panorama nacional, Goiás fica atrás apenas de São Paulo (5,44), Santa Catarina (6,38), Distrito Federal (8,88) e Rio Grande do Sul (10,59). No extremo oposto, as maiores taxas de criminalidade foram concentradas na região Nordeste, com Ceará (32,6), Pernambuco (31,6) e Alagoas (29,4) liderando os índices negativos.
Histórico
Os números atuais marcam um contraste com o cenário observado na década passada. Entre 2012 e 2016, Goiás figurava entre as unidades federativas mais violentas do país, com taxas de homicídios que ultrapassavam 43 mortes por 100 mil habitantes, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc).
A queda progressiva é evidenciada pelo comparativo anual interno. Em 2025, o estado contabilizou 808 homicídios, uma redução de 16% em relação aos 959 casos registrados em 2024. Se comparado a 2018, quando o estado registrou 2.117 mortes violentas, a redução atinge o patamar de 62%.
Especialistas e gestores atribuem a mudança ao aporte financeiro no setor. Desde 2019, o volume de investimentos em segurança pública ultrapassou a marca de R$ 30 bilhões. Esse montante foi destinado à contratação de mais de 1,6 mil novos policiais militares, modernização de unidades, aquisição de armamentos e viaturas, além da ampliação do sistema prisional. Para a gestão estadual, o fortalecimento das forças policiais é o pilar que permite a estabilidade necessária para o crescimento de outros setores econômicos e sociais.







