O comportamento de Pedro, ex-participante do Big Brother Brasil 26, virou objeto de análise técnica detalhada pelo especialista em comportamento humano Ricardo Ventura. Em avaliação publicada em seu canal, “Não Minta Pra Mim”, o analista afirmou que as atitudes do ex-confinado dentro do reality show da TV Globo indicam traços que vão além do assédio, sugerindo a necessidade de acompanhamento psiquiátrico especializado.
Ventura utilizou vídeos de momentos distintos do programa e registros anteriores ao confinamento para traçar um perfil psicológico do rapaz. Segundo o especialista, Pedro apresenta características do que classifica como um “predador social compulsivo”. Para o analista, o ex-brother utiliza uma tática de camuflagem social conhecida como “homem cinza”, termo que descreve indivíduos que conseguem transitar pela sociedade de forma discreta, sem chamar atenção por vestimentas ou traços marcantes, o que facilitaria a aproximação com estranhos.
Manipulação
Um dos pontos centrais da análise de Ventura é a capacidade de Pedro de criar diferentes personagens para núcleos distintos. O especialista observa que essa dualidade permite que, enquanto um grupo o enxerga como uma pessoa inofensiva ou “bobona”, outro o perceba como uma figura vilanesca. Essa fragmentação da personalidade serviria como um escudo social, onde defensores e críticos raramente chegam a um consenso, permitindo que o indivíduo continue operando sem ser totalmente confrontado.
O analista pontuou que situações ocorridas na casa, como a discussão com Ana Paula e o embate com Juliano Floss, revelam uma ausência de remorso genuíno. De acordo com Ventura, a fisionomia do ex-participante permanece inalterada mesmo diante de conflitos graves, o que reforçaria a tese de um transtorno de personalidade.
O controle
A análise também se debruçou sobre o episódio envolvendo a participante Jordana. Ventura destacou que a postura física de Pedro ao obstruir a porta da despensa foi um sinal de alerta sobre a tentativa de controle espacial e emocional sobre o outro. Para o especialista, o uso de termos como “cobicei” e “desejei” em seus depoimentos corrobora o perfil de alguém que enxerga o próximo como objeto de consumo.
Ao finalizar o relatório comportamental, Ricardo Ventura foi enfático ao declarar que Pedro é “perigosíssimo” por não reconhecer ou respeitar as convenções e limites sociais. O especialista defende que o caso deve ser tratado sob a ótica da psiquiatria, classificando o comportamento como um quadro potencializado de quebra de regras e manipulação, situando-o em um patamar de periculosidade superior ao de abusadores convencionais.








