A Federação Real Marroquina de Futebol anunciou que recorrerá a instâncias legais após a final da Copa Africana de Nações, disputada no domingo (18), em Rabat. Marrocos pretende questionar a condução da partida contra Senegal, marcada pela interrupção do jogo após a marcação de um pênalti.
Senegal venceu o confronto por 1 a 0 na prorrogação e ficou com o título. Antes disso, no fim do tempo regulamentar, Marrocos teve a chance de decidir a final em uma cobrança de pênalti, mas não conseguiu converter.
A polêmica surgiu quando o árbitro, após consulta ao VAR, marcou pênalti por um puxão no ombro de Brahim Diaz. Em protesto, os jogadores de Senegal deixaram o gramado. A cobrança ocorreu cerca de 14 minutos depois, após o retorno da equipe adversária, e terminou sem gol.
Em comunicado oficial, a federação marroquina informou que acionará a CAF e a Fifa para avaliar a saída da seleção senegalesa de campo e os acontecimentos que cercaram a decisão da arbitragem. A entidade ressaltou que especialistas consideraram correta a marcação do pênalti e afirmou que a paralisação prejudicou o ritmo da partida e o rendimento dos jogadores.
A federação não deixou claro qual medida prática pretende alcançar com o recurso, além de registrar formalmente a insatisfação com o resultado da final.
Após o episódio, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e a Confederação Africana de Futebol se manifestaram de forma crítica. Infantino condenou o comportamento de jogadores, membros da comissão técnica e parte da torcida de Senegal, classificando as cenas como inaceitáveis.
O dirigente afirmou que equipes devem respeitar as decisões da arbitragem e competir dentro das Leis do Jogo, tanto em campo quanto fora dele. Segundo ele, atitudes como abandonar o gramado colocam em risco a integridade do futebol.
A CAF informou que analisa as imagens do confronto e anunciou a abertura de procedimentos disciplinares. A entidade também declarou que repudia o comportamento inadequado de alguns jogadores e oficiais envolvidos na partida.






