Janeiro marca o início da corrida pelas compras de material escolar, e um levantamento do Procon Goiás revela que a falta de pesquisa pode pesar — e muito — no bolso do consumidor. A pesquisa comparativa de preços, realizada entre os dias 23 e 30 de dezembro de 2025 em 14 estabelecimentos de Goiânia, identificou variações que chegam a 812% em produtos básicos usados no dia a dia escolar.
Ao todo, o órgão analisou 73 itens, entre cadernos, lápis, colas, apontadores, lapiseiras e papéis. A maior diferença foi registrada no lápis preto nº 2 da marca Bic, encontrado por preços que variam de R$ 0,80 a R$ 7,30. Já o mesmo item da marca Faber-Castell apresentou oscilação de até 688%, sendo vendido entre R$ 0,85 e R$ 5,70.
As colas escolares também aparecem entre os produtos com maiores variações. A cola líquida de 40 gramas da marca Maxi foi encontrada de R$ 1,50 a R$ 11,50, diferença de 666%. No caso da cola em bastão de 10 gramas da Print, os preços variam de R$ 1,90 a R$ 12,65, o que representa uma oscilação de quase 566%. Outro item que chamou atenção foi a lapiseira 0,7 mm da Cis, com valores entre R$ 2,50 e R$ 16,50.
Itens simples, como a borracha branca, também apresentaram diferença significativa, sendo vendidos de R$ 0,40 a R$ 2,00, dependendo do estabelecimento.
O levantamento ainda comparou os preços praticados em 2025 e 2026. A maior alta foi registrada na cola branca, que teve aumento médio de 48,33%, passando de R$ 1,80 para R$ 2,67. Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos, como o caderno espiral de 10 matérias, que caiu de R$ 15,45 para R$ 7,95 na média.
O Procon reforça que pesquisar preços antes da compra, reaproveitar materiais de anos anteriores e ficar atento às regras do Código de Defesa do Consumidor são medidas importantes para evitar gastos desnecessários. A pesquisa completa está disponível no site oficial do órgão.








