Bruno Peixoto tem marca própria na História de Goiás.
A marca é o que fica. O que vai escrito na percepção das pessoas. Está além das palavras. Não se apaga.
Como marca, Iris Rezende tem os mutirões, as mil casas em um dia, a construção de Goiânia e a retomada do desenvolvimento de Goiás. Homem do povo.
Como marca, Marconi Perillo tem o vapt vupt, o cartão Renda Cidadã, as obras pelo Estado, o CRER, o Hugol, a UEG, a vitória sobre Iris Rezende e a queda do MDB, depois de 16 anos no poder. O moço da camisa azul, do tempo novo.
Como marca, Ronaldo Caiado tem a percepção de segurança consolidada no governo, o Cora, a rede de programas sociais, uma educação de referência. Homem do ‘arrocha, Goiás’.
A marca de Bruno Peixoto é de outra grandeza.
A marca de Bruno Peixoto é uma só: contratador geral de comissionados de Goiás.

Bruno Peixoto se notabiliza, em sua passagem pela presidência da Assembleia Legislativa, como distribuidor de cargos públicos.
E tudo com largo sorriso no rosto, dancinhas no Instagram, vendendo competência como gestor.
O maior contratador de comissionado de todos os tempos, quem sabe.
“A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) chegou a 6007 comissionados em maio de 2026, e atingiu um novo recorde. A Casa registra crescimento na quantidade de funcionários com este vínculo desde o início da gestão do presidente Bruno Peixoto (UB), em 2023. Em janeiro daquele ano, eram 3.711.”
Registra reportagem assinada por Karla Araújo, no jornal O Popular do dia 25 de junho de 2026.
Anotado e sacramentado. Ninguém tira de Bruno Peixoto o vultoso mérito de empregador geral do Estado.
Vultoso feito histórico não nasceu da noite para o dia. E não foi conquistado sozinho.
Bruno foi eleito e reeleito presidente em espaço de poucos dias. Chegou aonde está junto com o recém-eleito governador Ronaldo Caiado, vendendo inspiração em Iris e com larga proximidade a Marconi.
E mais: com apoio irrestrito dos colegas deputados estaduais.
Sem amarras. Sem limitações à direita e à esquerda. Com um conceito maior envolvendo a conquista: o corporativismo.
Cada deputado, informa a reportagem, pode contratar até 12 comissionados, ao custo de R$ 88,7 mil.
E tem carro, tem nem esses indiretas, tem palanque nos municípios com um sistema de mutirão itinerante.
Bruno Peixoto, com o caixa da Assembleia à mão e o apoio fechado dos pares, tem poder de pressão sobre outros poderes e sobre quem entender nas instituições e organismos sociais.
Já bateu cabeça com o ex-governador Ronaldo Caiado e com o atual. Recuou. Como na ida frustrada para o PRD, em vez de ficar no União Brasil.
Bate cabeça com o governador Daniel Vilela, sobre os vetos a autógrafo de lei da Mesa Diretora reestruturando o quadro de servidores efetivos.
Peita e borda. E vai rompendo, com cara de quem agrada a todos, desagradando geral nos bastidores. Passivos políticos acumulados para o futuro.
No pragmatismo eleitoral de Bruno Peixoto, os deputados estaduais de Goiás estão empoderados para a reeleição este ano. Não lhes falta estrutura. Entende?
A Assembleia Legislativa está em campanha permanente. Nos corredores e gabinetes, não se faz outra coisa.
A presidência, em particular, tira um coelho da cartola por dia na busca de relevância e cliques nas redes sociais.
As danças e remelexos de Bruno Peixoto para anunciar pagamento em dia são uma sensação nas redes. Pelo alcance do algoritmo, e pelo desafio mensal ao ridículo.
Ele se supera a cada post. Tem audiência. Sua reputação é medida nos comentários dos servidores diligentes.
Bruno Peixoto é bom gestor de recursos infinitos no comando da Alego.
Não precisa economizar, não precisa cortar, não precisa se esforçar. Não falta recurso em caixa. No fim do ano, ele devolve o que não é dele com barulho muito próprio.
Sua eleição para deputado federal carrega condão de feito histórico: tem apoiador em tudo quanto é município. Ele não economiza. Não economiza disposição e coragem.
Onde quer que se vá, há alguém militando em favor de Bruno Peixoto. Voluntariamente? Ele inspira seguidores comissionados.
O Popular faz uma conta simples para mostrar o tamanho da marca que Bruno Peixoto deixa para a história, em Goiás.
O município de Vila Propício, no entorno de Brasília, tem 6.028 habitantes. Ganha por por 14 habitantes, da Assembleia. Santa Cruz de Goiás, na região da Estrada de Ferro, tem metade de gente em seu território: 3004 moradores.
São 109 municípios, de um total de 246, menores que os comissionados contratados no Legislativo.
Uma ida à Casa é um passeio pelo Estado. Tem ali gente de todo canto. Filhos de autoridades municipais, noras, genros, lideranças regionais, ex-prefeitos, ex-políticos proeminentes, gente variada.
Nova em folha, a sede da Assembleia está pequena para tantos habitantes.
Única falha de Bruno registrada é a falta de estacionamento para os trabalhadores e os visitantes. As ruas em frente foram invadidas. E ele deixa. Infração contra Goiânia? Não é com ele.
Ele sonha, no entanto, ser prefeito da Capital. Faz planos.
Seus assessores e torcedores fazem planos na mesma medida: se Bruno Peixoto pôs mais de seis mil comissionados na Alego, imagina o cabide de emprego que pode virar a Prefeitura de Goiânia em suas mãos.
A marca de Bruno Peixoto como contratador geral de comissionados em Goiás se eterniza desde já na sua prática política. Ele é assim.
Bruno Peixoto tem orgulho do que faz. Contrata. Tem planos. O Estado paga.
LEIA TAMBÉM:
Comissionados da Alego passam de 6 mil e superam a população de 109 cidades goianas
