Uma ação conjunta entre as polícias civis de Goiás e do Rio Grande do Sul resultou na prisão de quatro pessoas na manhã desta terça-feira (10), em Goiânia. A ofensiva, batizada de Operação Fake Family, teve como alvo uma associação criminosa especializada em estelionato por meio de fraude eletrônica. O grupo é investigado por aplicar o conhecido “golpe do falso familiar”, utilizando aplicativos de mensagens para extorquir dinheiro de vítimas em diversos estados.
Em Goiânia, os agentes cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. A operação é um desdobramento da Operação Verão e contou com o suporte da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Goiás, em apoio à Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC) e à Delegacia de Arroio do Sal (RS).
Como funcionava o esquema criminoso
De acordo com as investigações, o modus operandi dos criminosos era padronizado: eles criavam perfis em aplicativos de mensagens utilizando fotos de parentes das vítimas. A partir daí, iniciavam conversas alegando situações de urgência ou problemas com o celular antigo para solicitar transferências bancárias imediatas via PIX.
O caso que deu início à apuração envolveu um idoso de 71 anos, morador da cidade litorânea de Arroio do Sal, no Rio Grande do Sul. Na ocasião, os golpistas se passaram pelo filho da vítima e conseguiram convencê-lo a transferir R$ 2.997. Assim que o dinheiro caía nas contas geridas pelo grupo, os valores eram rapidamente pulverizados em outras contas de terceiros — conhecidos como “laranjas” — para dificultar o rastreio pelos órgãos de segurança.
Suspeitos e continuidade das investigações
Os presos na capital goiana possuem idades entre 20 e 37 anos. Entre eles, três homens (de 20, 21 e 37 anos) e uma mulher de 29 anos. A polícia apreendeu dispositivos eletrônicos e documentos que podem ajudar a identificar a extensão do prejuízo causado pelo grupo.
A Polícia Civil trabalha agora com a convicção de que o prejuízo financeiro total é significativamente superior ao identificado no caso do idoso gaúcho. Devido à natureza desse tipo de crime, que ocorre de forma massiva e automatizada, novas vítimas devem surgir no decorrer do inquérito. Os materiais apreendidos em Goiânia serão periciados para identificar outros integrantes da rede e o destino final do dinheiro desviado.












