O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), criticou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos, mas afirmou que, em seu lugar, permaneceria no Brasil para enfrentar a situação. A declaração foi feita nesta quarta-feira (28), durante entrevista em que comentou a saída do parlamentar do país após as eleições presidenciais.
“Eu, particularmente, não sairia. Eu enfrentaria”, afirmou Mabel.
Apesar de discordar da decisão do senador, o prefeito demonstrou compreensão em relação ao contexto político e judicial envolvendo Flávio. Segundo ele, a Justiça brasileira precisa passar por mudanças, especialmente nos tribunais superiores.
Mabel critica atuação do Judiciário
Durante a entrevista, Sandro Mabel afirmou que há politização em setores do Poder Judiciário e criticou medidas judiciais adotadas contra candidatos após uma disputa eleitoral.
“Infelizmente, muitas áreas da Justiça, principalmente tribunais superiores, estão politizadas”, declarou.
O prefeito também questionou as restrições impostas a Flávio Bolsonaro e afirmou que decisões dessa natureza podem gerar insegurança jurídica.
Ao comentar a saída do senador, Mabel rejeitou a interpretação de que ele teria fugido do Brasil e defendeu que a viagem ocorreu de forma legal. O prefeito, no entanto, disse desconhecer os motivos que levaram o parlamentar a deixar o país.
Prefeito apoiou Flávio Bolsonaro nas eleições
Sandro Mabel apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, quando o senador disputou a Presidência da República contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração ocorre em meio à repercussão da viagem do parlamentar aos Estados Unidos e às discussões sobre as medidas judiciais determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Flávio foi intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal e impedido de deixar o país por decisão judicial. O prazo para apresentação dos documentos terminou sem que eles fossem entregues, e a Polícia Federal informou o descumprimento da determinação.
A viagem do senador passou a ser alvo de críticas e manifestações de aliados e adversários políticos, ampliando o debate sobre a atuação do Judiciário e os desdobramentos da disputa eleitoral.
