Goiás alcançou em 2025 o menor percentual já registrado de jovens que não estudam nem trabalham desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua Educação). Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 14,1% da população de 15 a 29 anos estava fora da escola e sem ocupação profissional no estado.
O índice representa cerca de 239 mil jovens e ficou abaixo da média nacional, que alcançou 17,5% no mesmo período. O resultado reforça uma tendência de redução observada nos últimos anos. Em 2019, quando a pesquisa começou a acompanhar o indicador, o percentual em Goiás era de 19,4%.
Na prática, os números apontam para uma maior inserção dos jovens em atividades educacionais e no mercado de trabalho. Atualmente, 85,9% dos goianos entre 15 e 29 anos estudam, trabalham ou conciliam as duas atividades.
Mercado de trabalho e educação avançam juntos
Segundo a pesquisa, 64% dos jovens do estado estavam ocupados em 2025. Desse total, 18,3% conciliavam trabalho e estudos, enquanto 45,7% trabalhavam sem frequentar instituições de ensino. Outros 22% não estavam empregados, mas permaneciam vinculados à educação por meio de escolas, cursos técnicos ou outras modalidades de formação.
O resultado ocorre em um cenário de ampliação dos indicadores educacionais em Goiás. A mesma PNAD aponta que o estado atingiu a menor taxa de analfabetismo de sua história entre pessoas com 15 anos ou mais: 3,5%.
Além disso, o percentual de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram ao menos a educação básica obrigatória chegou a 32,5%, o maior patamar já registrado pelo levantamento. O índice representa crescimento de 1,4 ponto percentual em relação a 2024.
Permanência escolar segue elevada
Os dados também mostram níveis elevados de permanência dos estudantes na educação básica. Entre crianças de 6 a 14 anos, 96,7% frequentavam o ensino fundamental adequado para a faixa etária.
Já entre adolescentes de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização alcançou 92,3%, indicando manutenção de elevados índices de acesso à educação.
O que os números revelam
Mais do que uma melhora estatística, o recuo do grupo conhecido como “nem-nem” sinaliza uma ampliação da participação dos jovens em atividades de formação e geração de renda. O indicador costuma ser acompanhado por especialistas porque ajuda a medir oportunidades de inclusão produtiva e desenvolvimento social.
Com a redução do analfabetismo e o avanço da escolarização, Goiás consolida uma sequência de indicadores positivos na área educacional. O próximo desafio será manter essa trajetória e ampliar a qualificação da mão de obra jovem em um cenário de transformação do mercado de trabalho.
Fonte: IBGE – PNAD Contínua Educação 2025.
