Uma polêmica inusitada agita os bastidores do salto de esqui às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. Conforme revelou o jornal alemão Bild, diversos competidores enfrentam acusações de injetar ácido hialurônico no pênis para obter vantagens competitivas. A manobra visa aumentar o tamanho do traje, já que cada milímetro adicional na vestimenta amplia a sustentação do atleta durante o voo.
Atualmente, a Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS) utiliza scanners 3D no início da temporada para definir as dimensões das roupas. O equipamento calcula o comprimento da passada a partir do ponto mais baixo da região genital do esportista. Com as novas suspeitas, federações nacionais agora pressionam por novas medições para corrigir eventuais fraudes antes do início das Olimpíadas, em 6 de fevereiro.
Apesar do clamor, o gerente de equipamentos da FIS, Matthias Hafele, descartou a realização de novos testes imediatos. Ele afirmou ao Bild que a entidade trabalha em métodos complexos para que, no futuro, apenas a estrutura óssea do esqueleto dite as medidas, ignorando tecidos moles. O histórico da modalidade já registra outros truques, como o uso de espumas nos testículos ou preservativos preenchidos com silicone.
O caso atual soma-se a um ano conturbado para o esporte. Em março passado, a FIS suspendeu cinco noruegueses que alteraram trajes com máquinas de costura. Além disso, a organização excluiu o esloveno Timi Zajc do Torneio dos Quatro Trampolins por usar uma roupa curta demais.
Na competição deste ano, o Brasil deposita suas esperanças em Pat Burgener (snowboard), Lucas Braathen (esqui alpino) e Nicole Silveira (skeleton).








