Fundação diz atuar para evitar tragédias climáticas com a ajuda de um espírito indígena

Conheça a Fundação Cacique Cobra Coral, que atua em eventos públicos e afirma intervir em fenômenos climáticos com ajuda de uma entidade espiritual.

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Foto: Reprodução

Na última semana, com o tarifaço de Donald Trump, o nome de uma certa fundação voltou à tona. Isso porque, curiosamente, após o anúncio da taxa de 50% para o Brasil, surgiu um alerta de tornado em Washington DC, onde fica a casa Branca.

As pessoas logo atribuíram a ocorrência à suspensão do auxílio climático da Fundação Cacique Cobra Coral aos EUA.

O que é a Fundação Cacique Cobra Coral?

A Fundação Cacique Cobra Coral, conhecida por alegar interferência direta no clima com base em mediunidade, tem sido tema recorrente sempre que grandes eventos ou desastres naturais ganham espaço no noticiário brasileiro. Apesar de não ser reconhecida oficialmente pela ciência, a entidade diz prestar consultoria gratuita a governos e organizações para ajudar a “desviar tempestades”, “reduzir chuvas” ou “conter catástrofes naturais” — tudo com a orientação do espírito do cacique Cobra Coral.

Gerida por Adelaide Scritori, médium e presidente da fundação, a organização afirma que o espírito do cacique, que teria vivido há mais de mil anos, reencarnou em figuras históricas como Galileu Galilei e Abraham Lincoln, até se manifestar por meio da fundadora.

Adelaide Scritori, a médium que afirma incorporar o espírito do Cacique Cobra Coral – Reprodução

Segundo o grupo, esse espírito possui “domínio sobre fenômenos atmosféricos” e se comunica para proteger a humanidade de tragédias ambientais.

A fundação alega ter firmado parcerias com diversas prefeituras e governos ao longo dos anos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e até cidades no exterior. Entre as ações mais famosas, estão as supostas intervenções para evitar chuva durante o Réveillon de Copacabana, o desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro ou a posse de presidentes da República. Em muitos casos, boletins e comunicados são emitidos pela própria entidade, informando supostas previsões e alertas com antecedência.

Apesar da repercussão, a atuação da Cacique Cobra Coral não possui respaldo científico e é vista com ceticismo por meteorologistas e pesquisadores. Instituições como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Climatempo baseiam suas análises em dados observáveis, como imagens de satélite, modelagens matemáticas e sensores terrestres. A fundação, por outro lado, sustenta que atua apenas quando autorizada “espiritualmente” e em momentos de alto risco.

Por não cobrar pelos serviços prestados e evitar envolvimento em disputas religiosas ou políticas, a Fundação se mantém envolta em mistério e polêmica. Seus representantes afirmam que o objetivo é exclusivamente humanitário, com foco em “minimizar impactos de eventos climáticos extremos” e “preservar vidas”. No entanto, não há comprovação pública da sua efetividade.

Enquanto uns enxergam a organização como folclore ou superstição, outros a tratam com reverência e até gratidão, especialmente após eventos em que a previsão de chuvas não se confirmou. Seja qual for a visão, a Fundação Cacique Cobra Coral continua atraindo atenção sempre que o tempo ameaça sair do controle.

Eventos

A Fundação Cacique Cobra Coral afirma ter atuado na cerimônia de coroação do Rei Charles III, com o objetivo de evitar a chuva. Apesar da intervenção, o tempo fechou — mas a chuva foi considerada fraca. A médium Adelaide Scritori, que alega incorporar o espírito do cacique, também teria “segurado” a chuva durante o casamento do príncipe Harry com Meghan Markle.

Já em eventos recentes, a fundação não foi chamada. Em 2023, os organizadores do festival The Town dispensaram os serviços da entidade. O mesmo aconteceu no Rock in Rio de 2022. Superstição ou não, ambos os eventos ficaram marcados por fortes chuvas.

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