Os cinemas começam mais uma semana com estreias que transitam por diferentes gêneros e abordam histórias marcadas por drama, busca e relações humanas profundas.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, um dos mais importantes escritores do cânone ocidental William Shakespeare vive uma tragédia ao lado de sua esposa Agnes Shakespeare quando o casal perde seu filho de 11 anos para uma das várias pragas que assolaram o século XVI. Hamnet era o nome do menino e, nessa história ficcional sobre a vida doméstica de Shakespeare, Agnes é a narradora e o ponto de vista fundamental da narrativa, demonstrando o luto que acompanha o fim precoce da vida do seu herdeiro. A trama rejeita a faceta inabalável e intocável de um gênio William Shakespeare, mas apresenta um artista que era influenciado, acima de tudo, pela sua vida diária. Explorando os temas da perda e da morte, Hamnet acompanha a rotina e o dia a dia de uma família, as alegrias e as tristezas de viver numa pequena vila na Inglaterra do passado e a história de amor poderosa que inspirou a criação da peça Hamlet.
A produção conquistou dois Globos de Ouro: Melhor Atriz em Filme de Drama, para Jessie Buckley, e Melhor Filme de Drama, categoria em que concorreu com o brasileiro O Agente Secreto.
Sirāt
Sirat apresenta a história de um pai (Sergi López) e um filho (Bruno Núñez) chamados, respectivamente, Luis e Esteban, que viajam até o Marrocos atrás de uma rave no meio das áridas montanhas do deserto. A dupla está em busca da filha e irmã Marina que desapareceu meses atrás em outra dessas grandiosas e excessivas festas. Eles distribuem a foto da jovem pelos festeiros que se movem ao som da música eletrônica com uma liberdade que o pai e o filho menor desconhecem. Movidos pela esperança e pelo destino, os dois decidem seguir um grupo que está à procura de uma última festa que acontecerá no meio do deserto. Os cinco amigos tentam convencer Luis e Esteban a não segui-los, mas a dupla insiste e os sete acabam formando um forte laço e compartilhando histórias de vida e obstáculos pelo caminho até a rave. Lá, esperam encontrar a jovem Marina.
O filme recebeu indicações ao Globo de Ouro.
O Beijo da Mulher Aranha
Na nova versão de O Beijo da Mulher Aranha, Valentín (Diego Luna) é um preso político da ditadura argentina nos anos 80 que divide cela com Molina, um ex-decorador de vitrines que foi detido por atentado ao pudor. Reconhecido como um homem gay, Molina passa a narrar para o seu companheiro as histórias de seu musical de Hollywood favorito, um drama colorido e espetacular protagonizado por sua atriz predileta Ingrid Luna (Jennifer Lopez). Logo, um forte vínculo se forma entre a dupla, enquanto Molina tenta escapar da realidade política brutal através da imaginação. Logo, inicia-se uma fantástica história de romance.








