O anúncio do novo projeto do ator Juliano Cazarré, intitulado “O Farol e a Forja”, se tornou o centro de uma discussão acalorada nas redes sociais nos últimos dias. O evento, descrito como uma imersão voltada exclusivamente para o público masculino, tem como objetivo central o “resgate da masculinidade” e o fortalecimento da figura do homem na sociedade e na família, pautado por princípios do cristianismo.
O projeto
Agendado para os dias 24, 25 e 26 de julho, em São Paulo, o encontro propõe uma estrutura dividida em três pilares fundamentais: legado profissional, virtudes pessoais (incluindo paternidade e saúde) e vida interior. Segundo a divulgação oficial, a iniciativa busca amparar homens que se sentem “enfraquecidos” no contexto atual. O encerramento do evento está previsto para contar com a celebração de uma Santa Missa.
Divergências na classe artística

A proposta dividiu opiniões entre nomes conhecidos da TV e da música. De um lado, vozes críticas como as de Marjorie Estiano, Claudia Abreu e Elisa Lucinda questionaram o teor do discurso. Estiano pontuou que a narrativa de enfraquecimento masculino ignora estruturas históricas que culminam na violência de gênero. Lucinda, por sua vez, criticou a interpretação religiosa utilizada no projeto, associando-a a visões que, em sua análise, divergem dos ensinamentos cristãos de acolhimento.
Por outro lado, Cazarré recebeu o apoio de figuras como Luiza Possi, Claudia Leitte e Gabriela Pugliesi. Possi chegou a manifestar interesse em palestrar no evento, enquanto Pugliesi destacou que o fortalecimento de valores familiares e o respeito no lar são demandas legítimas das mulheres para com seus parceiros.
Repercussão
Apesar das críticas — que incluíram um vídeo satírico do humorista Fábio Porchat que viralizou nas redes —, Juliano Cazarré afirmou que a polêmica impulsionou o alcance da iniciativa. Segundo o ator, o número de seguidores em suas redes sociais e a quantidade de pré-inscritos para o evento saltaram significativamente após o início dos debates públicos.
Outro ator que não perdeu a oportunidade de cutucar a iniciativa foi Enrique Diaz no programa “Domingão” na TV Globo. Durante sua participação no quadro Batalha do Lip Sync, do programa Domingão com Huck, o ator utilizou o espaço de sua vitória para enviar uma indireta ao colega de profissão, sugerindo uma abordagem diferente para o conceito de “curso para homens”.
Entre críticas e apoios, projeto de Juliano Cazarré vira alvo de comentário de Enrique Diaz no “Domingão”
O debate em torno do projeto “O Farol e a Forja”, idealizado pelo ator Juliano Cazarré, ganhou um novo capítulo na televisão aberta neste último domingo (26). Durante sua participação no quadro Batalha do Lip Sync, do programa Domingão com Huck, o ator Enrique Diaz utilizou o espaço de sua vitória para enviar uma indireta ao colega de profissão, sugerindo uma abordagem diferente para o conceito de “curso para homens”.
Diaz, que homenageou o cantor Ney Matogrosso em sua performance, declarou ao vivo: “Se tivesse que ter um curso para homens, a primeira matéria mais importante seria sobre Ney Matogrosso. Viva! Ney Matogrosso, a sua obra é sensacional, a sua hombridade”. O comentário foi interpretado como uma resposta ao evento anunciado por Cazarré, que foca no que o idealizador chama de “fortalecimento de homens enfraquecidos”.
Enrique Diaz: "Se tivesse que ter um curso pra homens, a matéria mais importante seria NEY MATOGROSSO!!!!! VIVA SUA OBRA, SUA CORAGEM E SUA HOMBRIDADE!"
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) April 26, 2026
O soco no Juliano Cazarré. #Domingão #BatalhadoLipSyncpic.twitter.com/klkMARFLnV
Diaz, que homenageou o cantor Ney Matogrosso em sua performance, declarou ao vivo: “Se tivesse que ter um curso para homens, a primeira matéria mais importante seria sobre Ney Matogrosso. Viva! Ney Matogrosso, a sua obra é sensacional, a sua hombridade”. O comentário foi interpretado como uma resposta ao evento.
Cazarré explicou que o projeto é o mais importante de sua carreira até o momento e defendeu que o diálogo em uma sociedade plural deve permitir a exposição de “convicções” baseadas na fé e na “estrutura familiar tradicional”.
