O Pé-de-Meia Universitário tem previsão de começar em 2027, segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini. A proposta é voltada à permanência e à conclusão da graduação por estudantes de baixa renda matriculados em universidades públicas e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
A informação foi apresentada pelo ministro em 4 de novembro, durante participação no programa Bom Dia, Ministro. O Ministério da Educação está na etapa final de elaboração do desenho do programa, após quatro anos de análises.
Como deve funcionar
A estrutura financeira anunciada pelo MEC prevê pagamentos ao longo do ano letivo e uma reserva vinculada à conclusão do curso. Os valores informados são:
- R$ 700 por mês, durante dez meses do ano letivo;
- R$ 250 mensais, também por dez meses, destinados a uma poupança;
- R$ 10 mil, corrigidos pela inflação, para saque ao fim de uma graduação de quatro anos.
O recebimento estará associado à permanência na universidade e à conclusão integral do curso dentro do período previsto. A intenção do governo é criar condições para que o acesso ao ensino superior seja acompanhado de apoio financeiro durante a formação.
De acordo com Barchini, a mudança no perfil dos alunos das universidades federais reforça a necessidade de políticas de permanência. Segundo o ministro, atualmente cerca de dois terços dos estudantes dessas instituições são oriundos da rede pública, enquanto há duas décadas a proporção predominante era de alunos vindos da rede privada.
Pé-de-Meia do ensino médio será ampliado
Também foi anunciada a universalização da versão escolar do Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio público. A ampliação está prevista para março de 2027, no início das aulas da rede pública.
Atualmente, o benefício é destinado a alunos do ensino médio público pertencentes a famílias inscritas no CadÚnico. O governo ainda realiza estudos sobre a implementação da mudança.
O programa escolar foi criado em 2024 para combater a evasão e incentivar a conclusão do ensino médio. Segundo dados apresentados pelo ministro, entre 2022 e 2025 o abandono escolar nessa etapa caiu 61%, a reprovação recuou 62% e a distorção idade-série diminuiu 28%.
Na modalidade atual, o benefício pode chegar a R$ 9,2 mil por estudante que cumprir os critérios de frequência e conclusão. Entre 2024 e 2026, o programa recebeu previsão de R$ 24 bilhões em investimentos federais para atender cerca de 7,4 milhões de alunos de baixa renda da rede pública.
