A Receita Federal emitiu uma nota oficial na quarta-feira (14) para esclarecer informações que circulam nas redes sociais sobre a suposta criação de um imposto sobre o Pix. O posicionamento do órgão ocorre após a repercussão de um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), no qual o parlamentar afirma que o governo estaria monitorando as transações instantâneas com o intuito de implementar uma nova forma de tributação.
Segundo o fisco, a informação compartilhada é incorreta. O órgão reafirmou que, atualmente, não existe qualquer previsão legal ou norma que institua a cobrança de impostos sobre operações realizadas via Pix. A Receita destacou que o sistema de pagamentos, gerido pelo Banco Central, permanece isento de tributação para movimentações financeiras de pessoas físicas.
Esclarecimento sobre as normas de fiscalização
O órgão explicou que a norma mencionada no vídeo do parlamentar não trata de novos impostos, mas sim de uma padronização no envio de informações por parte de instituições financeiras, fintechs e plataformas de pagamento. O objetivo da medida é assegurar que novos players do mercado financeiro sigam os mesmos protocolos de transparência já exigidos dos bancos tradicionais.
De acordo com o comunicado, essa coleta de dados não configura um monitoramento individualizado ou invasivo do cidadão comum. A Receita Federal enfatizou que a própria Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras de forma genérica e que o compartilhamento de dados segue estritamente critérios técnicos e limites legais já estabelecidos na legislação brasileira.
Alerta contra desinformação e golpes
🚨 Atenção: é fake news
— Receita Federal (@ReceitaFederal) January 14, 2026
São completamente falsas as informações sobre monitoramento de movimentações financeiras via PIX para fins de tributação.
A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras.
➡️ Não existe tributação de PIX. pic.twitter.com/NAPpediB7p
Além do esclarecimento técnico, a Receita Federal manifestou preocupação com o impacto de informações imprecisas no sistema financeiro. O órgão alertou que narrativas que sugerem mudanças drásticas nas regras do Pix costumam ser utilizadas por criminosos para atrair vítimas.
“Mensagens falsas geram pânico financeiro e acabam facilitando a aplicação de golpes por meio de redes sociais, chamadas telefônicas e aplicativos de mensagens como o WhatsApp”, destacou o comunicado. A instituição reforçou que não solicita pagamentos, não envia links para cobranças via Pix e não utiliza mensagens privadas para tratar de débitos tributários.
Por fim, o fisco orientou que os contribuintes busquem informações exclusivamente nos portais oficiais do Governo Federal e do Banco Central, evitando o compartilhamento de conteúdos que não possuam fonte verificada ou base legal fundamentada.








