O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou que uma falha registrada no sistema de divulgação dos resultados das eleições tenha interferido na apuração dos votos para presidente da República.
A manifestação ocorre após publicações nas redes sociais associarem uma interrupção no painel nacional de resultados, registrada na noite de domingo (4), a uma suposta fraude eleitoral.
Segundo a Justiça Eleitoral, não houve qualquer paralisação na contagem. O problema ficou restrito à ferramenta usada para apresentar os números consolidados ao público.
A página nacional deixou de atualizar os resultados por volta das 19h14 e voltou a funcionar às 20h04. Nesse intervalo, o avanço da apuração presidencial deixou de aparecer na aba referente ao Brasil.
Os sistemas responsáveis por receber e processar os dados enviados pelas urnas, porém, permaneceram em funcionamento, conforme o Tribunal.
Um dos indícios apontados pelo TSE é que, durante a instabilidade no painel nacional, as páginas referentes aos estados continuaram apresentando mudanças no número de votos contabilizados para os candidatos à Presidência.
De acordo com o Tribunal, a origem do problema está relacionada ao volume elevado de informações processadas simultaneamente durante a apuração.
A divulgação dos resultados ocorre depois que os dados já passaram por diferentes etapas dentro da Justiça Eleitoral.
Ao término da votação em uma seção eleitoral, a urna gera o boletim de urna, documento que informa quantos votos foram registrados para cada candidato. Essas informações são posteriormente transmitidas para os sistemas da Justiça Eleitoral e utilizadas na totalização.
Os boletins também ficam disponíveis para consulta pública, permitindo que os dados registrados nas seções sejam comparados com os resultados divulgados oficialmente.
A atualização do painel utilizado pelos eleitores para acompanhar a disputa ocorre posteriormente. Por isso, segundo o TSE, uma falha nessa ferramenta de visualização não representa, por si só, uma interrupção da contabilização.
TSE analisa para evitar que o mesmo aconteça no segundo turno
A equipe técnica da Justiça Eleitoral investiga o que provocou a instabilidade registrada no primeiro turno.
O objetivo é identificar a origem da falha e evitar que o problema volte a ocorrer durante a votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro.
O esclarecimento também busca conter informações falsas que passaram a circular após a interrupção temporária do painel.
Até o momento, não há evidências de que a falha tenha provocado alteração, perda ou manipulação dos votos contabilizados.
