Um dia após garantir a reeleição em Goiás, Daniel Vilela (MDB) sinalizou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo segundo turno da eleição presidencial. A posição, no entanto, ainda deveria ser alinhada com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) antes de uma manifestação oficial do grupo político.
As declarações foram dadas por Daniel em entrevista ao jornal O Popular nesta segunda-feira (5) e reproduzidas pelo Diário da Manhã. Segundo o governador reeleito, a definição conjunta com Caiado estava prevista para ocorrer ao longo da tarde.
Ao explicar sua preferência por Flávio, Daniel fez críticas ao governo federal e avaliou que o ciclo político do PT chegou ao esgotamento.
“Acho que se exauriu essa era do PT. É um governo que não consegue entregar, que não tem eficiência, que é inerte aos problemas da vida moderna e a opção é o Flávio para a gente buscar dele um compromisso de fazer um governo que possa ser diferente e que possa atender as expectativas dos brasileiros”, declarou.
Divergências do primeiro turno
O posicionamento ocorre após um primeiro turno em que Daniel apoiou a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, enquanto Flávio Bolsonaro foi alvo de críticas do grupo governista goiano durante a campanha.
Questionado sobre as acusações e críticas feitas ao candidato do PL, Daniel argumentou que o segundo turno estabelece uma nova circunstância eleitoral, com apenas duas candidaturas na disputa.
“A ele nós temos que dar o direito da dúvida. O que está aí não está dando conta, não está entregando, e essa votação do primeiro turno aponta que é clara e evidente a insatisfação dos brasileiros”, afirmou.
A interpretação de que o resultado das urnas representa uma insatisfação com o governo federal é uma avaliação política feita pelo próprio governador. Na entrevista, Daniel não detalhou quais compromissos pretende cobrar de Flávio Bolsonaro para consolidar o apoio.
A manifestação de Daniel antecipa sua preferência pessoal no segundo turno, mas a posição política conjunta do grupo que governa Goiás depende do alinhamento com Ronaldo Caiado.
