Os números da eleição de 2022 são o ponto de partida para a estratégia do PT em Goiás. Naquele ano, a Federação Brasil da Esperança somou 251.213 votos para deputado estadual — 228.299 do PT, 20.973 do PCdoB e 1.941 do PV; e conquistou três das 41 cadeiras da Assembleia Legislativa.
Dentro desse universo, cinco nomes do PT concentraram a maior parte dos votos. Antônio Gomide (45.256), Bia de Lima (24.391), Mauro Rubem (22.304), Fabrício Rosa (20.432) e Kátia Maria (19.940) somaram 132.323 votos, o equivalente a 58% de toda a votação obtida pelo partido.
Fabrício, Kátia e Yasser
Agora, a legenda avalia que a chapa de 2026 reúne condições de repetir ou superar esse desempenho. A matemática eleitoral, no entanto, não é linear. A eleição proporcional depende do quociente eleitoral; calculado pela divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras; e da distribuição das vagas entre os partidos e federações.
A federação terá que somar votos suficientes para garantir as três cadeiras atuais e, se possível, alcançar a sobra que permita a quarta vaga. A entrada de novos nomes, como o delegado Yasser, e a presença de candidatos com mandato podem ampliar a votação global da chapa.
A eleição de 2026 testará a capacidade do partido de repetir e ampliar sua votação. Se a chapa conseguir superar os 251 mil votos da federação, a quarta vaga se torna factível.
A nominata será oficializada nas convenções partidárias. O partido deverá acompanhar as pesquisas e ajustar a estratégia de comunicação conforme o desempenho dos candidatos.


