A deputada federal Adriana Accorsi (PT) transformou a negativa a uma candidatura ao governo de Goiás em um manifesto pelo respeito ao protagonismo feminino dentro do partido. Ao declarar “Não é Não“, a parlamentar expôs o que classifica como uma tentativa de imposição por parte de uma ala masculina da legenda.
Accorsi foi contundente. “Esse grupo de homens que tenta me forçar a desistir da reeleição à deputada federal se incomoda com a liderança feminina no partido e com o protagonismo de uma mulher parlamentar”, afirmou.
A declaração não cita adversários nominais, mas revela um desconforto com a condução das articulações eleitorais no PT goiano.
A deputada invocou o presidente Lula como contraponto. “O presidente Lula já disse que ninguém fará nada imposto. As lideranças estaduais deveriam seguir o exemplo do Presidente”, disse.
O recado atinge diretamente quem, dentro do diretório estadual, ainda alimentava a possibilidade de lançá-la ao Palácio das Esmeraldas.
A referência mineira
Accorsi citou Marília Campos, pré-candidata ao Senado pelo PT mineiro, como exemplo de mulher que também resiste a pressões por mudança de rota. Ambas, segundo a deputada goiana, assumiram compromisso com o mandato parlamentar e com o projeto nacional liderado por Lula.
O que muda
A declaração encerra de vez as especulações e fixa Accorsi como nome certo na disputa pela Câmara Federal. Para o PT goiano, a decisão exige uma reacomodação; o partido precisará encontrar outro nome para encabeçar a chapa majoritária estadual ou redesenhar sua estratégia.
O lançamento da pré-campanha de Accorsi à reeleição será nesta quinta-feira (2), às 19h, no Setor Oeste, em Goiânia.
Nota de Adriana
Reforço minha decisão de seguir na luta e no trabalho pelo povo goiano na Câmara dos Deputados. Ao contrário do que alguns tentam fazer contra a minha decisão, quero lembrar que o presidente Lula já disse que ninguém fará nada imposto. Os dirigentes estaduais deveriam seguir o exemplo do Presidente e respeitar a resposta das mulheres que, como eu e a companheira Marília Campos em Minas Gerais, assumiram o compromisso de luta através do mandato parlamentar. Esse grupo de homens que tenta me forçar a desistir da reeleição a deputada federal se incomoda com a liderança feminina no partido e com protagonismo de uma mulher parlamentar. Minha resposta para eles é simples: entendam de uma vez, não é não.
Seguimos firmes na luta, junto com Lula e do lado do povo.
Delegada Adriana Accorsi Presidenta do PT Goiás e Pré-candidata a Deputada Federal
* Edição as 17h18 acrescentou a nota de Adriana Accorsi ao texto
