A Polícia Civil iniciou uma investigação para apurar a invasão do perfil de Hebert Gomes, ex-assessor e amigo pessoal da influenciadora e empresária Virginia Fonseca. O incidente, que veio à tona nesta semana, envolve o acesso não autorizado a contas de redes sociais e a subsequente tentativa de comercialização de diálogos privados para veículos de imprensa e páginas de entretenimento.
De acordo com informações divulgadas no programa Melhor da Tarde, da Band, e confirmada pelo portal Metrópoles, o invasor teria obtido acesso a um volume considerável de dados, totalizando cerca de 80 páginas de conversas sigilosas mantidas através do Instagram. O material em questão não se limitaria apenas a interações com Virginia, mas também envolveria outros nomes conhecidos do cenário artístico brasileiro, o que amplia a escala do potencial vazamento e as implicações para a privacidade de terceiros.
O alerta e a ação das autoridades
A dinâmica do ocorrido aponta que a própria Virginia Fonseca foi a peça-chave para a descoberta do crime. Ao ser informada por terceiros sobre a circulação de ofertas de suas mensagens privadas, a empresária alertou Hebert Gomes sobre o comprometimento de sua conta. Diante da gravidade da situação, o ex-assessor registrou a ocorrência, e o caso passou a ser tratado como crime cibernético.
Especialistas em segurança digital reforçam que a invasão de dispositivos e a comercialização de dados obtidos ilicitamente podem acarretar penas severas, enquadradas na Lei Carolina Dieckmann e em dispositivos do Código Penal que tratam da violação de segredo e extorsão.
Silêncio das partes
Até o fechamento desta reportagem, nem Virginia Fonseca, nem Hebert Gomes emitiram pronunciamentos oficiais detalhando o conteúdo das mensagens ou o estágio atual das investigações. O espaço permanece aberto para manifestações futuras.
O mercado de comunicação e as páginas de redes sociais também estão sob vigilância, uma vez que a receptação e a divulgação de material fruto de crime podem gerar corresponsabilidade jurídica. A polícia agora trabalha na rastreabilidade dos acessos para identificar a autoria da invasão e impedir a propagação do conteúdo sigiloso.
