A exposição Memórias Cristalizadas começou a ocupar espaços públicos de Goiânia ao utilizar QR codes para exibir videoartes de artistas goianos. A iniciativa espalhou cartazes por ruas, praças e outros pontos da cidade, permitindo que o público acesse as obras diretamente pelo celular.
A mostra integra sete videoartes, cada uma com duração aproximada de um minuto. O acesso ocorre de forma gratuita: basta localizar os cartazes e escanear o código.
As obras exploram temas ligados à memória, às tradições culturais e às paisagens do Cerrado. As produções combinam dança, performance e linguagem audiovisual para provocar reflexões sobre pertencimento, transformações culturais e a relação entre o ser humano e a natureza.
Para o idealizador Vítor Oliveira Lopes e Silva, o projeto amplia o alcance da arte ao inseri-la no cotidiano urbano.
“A proposta vai além de retirar a arte dos museus. A gente busca democratizar o acesso. Quando a arte ocupa a rua, alcança pessoas que não costumam frequentar espaços culturais. Em muitos casos, esse contato desperta o interesse para que elas passem a visitar esses lugares”, afirmou.

Segundo o coordenador, a iniciativa também pode contribuir para o fortalecimento do consumo cultural no estado.
Na capital, o público encontra os cartazes no Centro, na Rua do Lazer, ao longo da Avenida Anhanguera, no Campus Samambaia da UFG, na Praça Universitária, em trechos dos bairros Jardim América e Nova Suíça e na Escale Academia de Escalada.
O projeto envolve artistas e técnicos de Goiás e inclui recursos de acessibilidade, como audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras, para ampliar o alcance das obras.
Além de Goiânia, a circulação da exposição alcança Aragarças, Cidade de Goiás e Goianésia. A execução formal segue até o início de março, mas os organizadores planejam manter os cartazes nas ruas por cerca de seis meses, conforme a durabilidade do material.







