O promotor de Justiça Juliano de Barros Araújo, titular da 15ª Promotoria de Justiça de Goiânia e especialista em Direito Ambiental do Ministério Público de Goiás (MPGO), avaliou que houve avanços no Aterro Sanitário de Goiânia após um ano da atual gestão municipal. A análise ocorreu durante reunião realizada na tarde desta quarta-feira (28), no Paço Municipal, onde técnicos da prefeitura apresentaram um relatório com as intervenções realizadas ao longo de 2025.
Segundo o MP, o aterro enfrenta problemas históricos que se acumulam ao longo de diferentes administrações. Ainda assim, o promotor destacou que houve evolução em relação ao cenário encontrado no início da gestão. “Do que estava sendo feito para hoje, já houve avanço”, afirmou, ressaltando que o material apresentado demonstra organização técnica inédita nas avaliações feitas pelo órgão até o momento.
O relatório apresentado detalha ações relacionadas à estabilidade do maciço, tratamento de chorume, drenagem, monitoramento ambiental e plano operacional. Um dos pontos centrais é o Relatório Geotécnico de Estabilidade do Aterro Sanitário de Goiânia, emitido em novembro de 2025, que aponta fatores de segurança entre 1,8 e 2,5 — acima do mínimo de 1,5 exigido pela norma técnica da ABNT (NBR 11682). O documento indica que as condições atuais atendem aos parâmetros técnicos de segurança para a operação.
Outro destaque foi o início da operação de biorremediação do chorume, com a instalação de uma biofábrica concluída em janeiro de 2026. O método biológico reduz a carga poluidora do resíduo líquido gerado no aterro e integra o plano de tratamento no próprio local.
A prefeitura também firmou contrato para monitoramento ambiental e geotécnico com empresa especializada. As atividades de campo começaram neste mês, e a previsão é que, a partir de fevereiro de 2026, os relatórios passem a ser emitidos de forma periódica. Além disso, foram iniciadas ações como o reflorestamento do cinturão verde e o aprimoramento da cobertura mensal dos resíduos, medidas que visam reduzir impactos ambientais e riscos operacionais.
Para o MP, o próximo passo é a consolidação dos relatórios e o encaminhamento aos órgãos ambientais competentes. A avaliação é de que o município avança no processo necessário para o licenciamento ambiental do aterro.






