A investigação sobre os cinco dias de desaparecimento de Roberto Farias Tomaz ganhou um novo capítulo com a denúncia do Ministério Público. Para os promotores, a jovem Thayane Smith cometeu omissão de socorro ao ignorar a vulnerabilidade do amigo durante a descida do Pico Paraná (1.877 metros de altitude). Segundo os autos, outros montanhistas chegaram a alertar Thayane sobre os perigos, mas ela priorizou seu próprio bem-estar físico.
Roberto iniciara a aventura na véspera de Ano Novo para ver o primeiro sol de 2026 no ponto mais alto do Sul do Brasil. No entanto, o rapaz separou-se do grupo durante a descida no dia 1º de janeiro. Fabio Sieg Martins, analista jurídico de outro grupo que encontrou os jovens na trilha, acionou os bombeiros ao notar que Roberto sumira. A operação de resgate mobilizou equipes do GOST, voluntários do Cosmo e do Clube Paranaense de Montanhismo, utilizando drones e câmeras térmicas.
A Polícia Civil, sob o comando do delegado Glaison Lima Rodrigues, sustenta que não houve crime. O delegado afirmou que, nos depoimentos colhidos, Roberto aparentava estar bem no momento da descida e que o erro de trajeto causou o sumiço, isentando Thayane.
A defesa atual da jovem, sediada no Amazonas, ainda não comentou o teor do processo, enquanto a advogada anterior deixou o caso no dia 9 de janeiro. Após receber alta hospitalar e passar por reidratação em Antonina, Roberto celebrou o retorno para casa com uma festa organizada por familiares. Agora, a Justiça decidirá se aceita a denúncia do Ministério Público.






