A família de Leonardo José Santana, de 31 anos, natural de Iaciara, no nordeste de Goiás, busca mobilizar recursos para trazer o corpo do jovem de volta ao Brasil. Leonardo faleceu na última terça-feira (6), em Paris, na França, onde residia há aproximadamente três anos. O custo estimado para o traslado internacional e os trâmites burocráticos é de cerca de € 7 mil (aproximadamente R$ 44 mil, na cotação atual).
De acordo com relatos de familiares, o goiano trabalhava no setor hoteleiro da capital francesa. O óbito ocorreu após Leonardo apresentar sintomas de mal-estar, incluindo dores intensas e vômitos, dentro do apartamento onde morava. Ele teria ido ao banheiro e, após não retornar, foi encontrado sem vida. A notícia da morte chegou aos parentes por meio de uma colega que residia com ele.
Histórico de saúde
Embora a causa exata da morte ainda dependa do resultado da autópsia, a família informou que Leonardo sofria de problemas gástricos. Segundo a irmã, Luana Ferreira, o jovem tratava uma úlcera severa. O exame pericial das autoridades francesas deve ser concluído nos próximos dias, com previsão de liberação do corpo para a próxima segunda-feira (12).
A repatriação de brasileiros que falecem no exterior é um processo complexo que envolve a emissão de documentos consulares, preparação do corpo conforme normas sanitárias internacionais e logística aérea. Na ausência de previsão orçamentária do Governo Federal para esse tipo de despesa, a responsabilidade financeira recai inteiramente sobre os familiares.
Mobilização
Para viabilizar o retorno de Leonardo a Goiás, a família iniciou uma rede de solidariedade com “vaquinhas” online em diferentes moedas. Até o momento, foram arrecadados cerca de R$ 14,3 mil no Brasil. Uma prima que reside na França comprometeu-se com o repasse de € 3,5 mil. Segundo o balanço mais recente apresentado pela irmã, ainda restam aproximadamente € 1,5 mil para atingir a meta total.
O objetivo da família é realizar o sepultamento em Iaciara, cidade onde vivem os parentes. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) costuma prestar assistência consular com orientações e documentação, mas não custeia o transporte dos restos mortais.
Para arrecadar o valor, os familiares iniciaram uma campanha. As doações podem ser feitas por meio da chave PIX:







