Uma Diretriz de Aeronavegabilidade (AD) emitida pela EASA, a principal autoridade reguladora de segurança aérea da União Europeia, pegou os viajantes de surpresa, embora as companhias aéreas já estivessem em alerta através de comunicados da fabricante.
Mais de 6000 aviões da família Airbus A320 (A319, A320 e A321) vão precisar de uma “atualização de software” em um pequeno computador chamado ELAC (Computador de Elevação e Aileron) que controla os profundores e ailerons, superfícies móveis nas asas e na cauda que comandam a inclinação do avião para subir, descer ou fazer curvas.
O que ocasionou o problema
A versão mais recente do software (L104) apresentou uma vulnerabilidade a interferências de radiação cósmica — um fenômeno que é comum por conta das grandes altitudes. Essa falha de processamento, que envolve a inversão de bits (bit flips) na memória do computador, causou um incidente grave em 30 de outubro, quando um A320 da JetBlue nos EUA sofreu um comando involuntário de descida.
A aeronave perdeu subitamente 30 metros de altitude, ferindo vários ocupantes devido à manobra. Embora a aeronave tenha recuperado o controle, a EASA determinou a correção imediata para evitar riscos à integridade estrutural das aeronaves em eventos futuros.
A solução
Segundo a Diretriz, as companhias devem corrigir o problema o mais rápido possível antes do próximo voo da aeronave, seja trocando o ELAC como um todo para um novo que não tenha sido atualizado para a versão L104 ou então modificando o ELAC para a versão L103+.
Como ficam LATAM e Azul?
Para alívio dos passageiros, LATAM Brasil e Azul não utilizam a versão problemática do software e operam normalmente. O problema no grupo LATAM afeta apenas aeronaves das filiais da Colômbia, Chile e Peru. A situação é mais crítica para a Avianca, na Colômbia, que precisou ajustar sua malha e suspender vendas de passagens temporariamente, já que 70% de sua frota requer a atualização.









