Governantes querem Educação sem priorizar os professores

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A cada eleição, a educação é mencionada como uma das prioridades dos candidatos, mas, na prática, poucas ações concretas são tomadas para melhorar esse setor. Em vez de investir em melhores condições de ensino, o que se observa é um cenário onde as condições de trabalho dos professores são cada vez mais prejudicadas.

Prefeitos e governadores frequentemente não cumprem a legislação sobre o piso salarial dos professores, e a quantidade de professores temporários supera os efetivos. Em cidades como o Rio de Janeiro, escolas enfrentam sérios problemas de infraestrutura, como ar-condicionado que não funciona, especialmente no calor intenso. Apesar de serem reconhecidos como heróis nas reportagens, os professores não recebem a valorização financeira que merecem.

Um exemplo claro disso é a gestão do prefeito Eduardo Paes, que aprovou um projeto na Câmara Municipal que aumenta a carga horária dos professores sem um acréscimo salarial. Além disso, a proposta também dividiu o período de férias dos docentes, o que gerou protestos, sendo reprimidos pela polícia.

Há também uma tendência de substituir o trabalho dos professores por tecnologias, como aplicativos, e um aumento na implementação de escolas cívico-militares, o que diminui o espaço para os profissionais da educação. Além disso, foi apresentada uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que propõe acabar com a obrigatoriedade de destinar um percentual do orçamento para saúde e educação.

Com a redução de investimentos na educação, o principal elemento para a melhoria dessa área — o professor — continua sendo negligenciado, o que leva a um cenário onde a educação parece estar caminhando para um modelo sem professores, uma realidade preocupante para o futuro do país.

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