A comunidade científica está organizando uma jornada de protesto contra os cortes nos investimentos em pesquisa e na educação pública

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Grupo de entidades liderada pela SBPC promoverá uma série de palestras e atividades para levantar vozes em defesa da valorização da Ciência

A Sociedade Brasileira para o Avanço da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) e a Iniciativa para a Ciência e Tecnologia no Parlamento (ICTP.Br) anunciaram hoje a convocação para uma Jornada em Defesa da Ciência e Educação, programada para segunda-feira, 25 de novembro. Este evento será uma manifestação nacional da comunidade científica brasileira, composta por seminários, palestras e atos ao longo do dia, em apoio à Ciência e à Educação, além de se opor aos cortes nos investimentos em pesquisa, principalmente no ensino público federal.

CIÊNCIA E EDUCAÇÃO, PARA GARANTIR O FUTURO DE NOSSO PAÍS

A comunidade científica e educacional brasileira, representada pelas entidades signatárias, aderindo à iniciativa da SBPC, expressa sua grande preocupação diante dos frequentes boatos na mídia sobre cortes significativos que afetarão os programas sociais do País, impactando principalmente duas áreas essenciais para o nosso desenvolvimento: a ciência e a educação. Por essa razão, convidamos todos a se oporem energicamente a essas medidas, no próximo dia 25 de novembro, segunda-feira, participando da Jornada em Defesa da Ciência e Educação.

Os recursos destinados à ciência no Brasil nunca estiveram totalmente garantidos, sendo constantemente alvo de luta da comunidade acadêmica. Várias vezes, o Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico foi alvo de contingenciamento ou cortes, uma ação ilegal e prejudicial que retarda o avanço científico e tecnológico do Brasil, comprometendo sua soberania e a qualidade de vida de seus cidadãos. Após grande mobilização, incluindo o apoio de parlamentares com uma visão abrangente, a comunidade científica conseguiu a aprovação da Lei Complementar nº 177/2021, que visava garantir a aplicação integral dos recursos conforme sua finalidade, ou seja, garantir o cumprimento da lei que criou o fundo.

Contudo, os governos de Temer e Bolsonaro impuseram novos desafios ao avanço da ciência e ao progresso do país. O governo Temer implementou a EC 95, que foi suavizada no governo Lula 3 dentro do novo arcabouço fiscal. Já durante o governo Bolsonaro, presenciamos o crescimento do negacionismo científico, a desvalorização das universidades e seus pesquisadores, o desrespeito às instituições acadêmicas e à autonomia universitária, além de perseguições ideológicas disfarçadas.

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