A Polícia Civil desmontou nesta quarta-feira (11) um esquema de tráfico que operava sob o nome “Confeiteiro Maluco” em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Os agentes prenderam o suspeito de liderar a operação e outras duas pessoas.
O grupo estruturava a venda de drogas como se administrasse uma confeitaria virtual. Após meses de investigação, a corporação executou cinco mandados de busca e apreensão em Itaquaquecetuba e na Zona Leste da capital.
O delegado Luiz Romani explicou que a organização adotava uma “chancela de qualidade” para fortalecer a marca clandestina e utilizava motoboys para realizar as entregas.
O chefe do esquema estabelecia um código de conduta obrigatório aos clientes. Ele proibia o repasse do contato, determinava a exclusão imediata das mensagens após cada compra e exigia pedidos diretos, sem conversas paralelas. A regra interna reforçava que “amigo de amigo não é seu amigo” e obrigava novos compradores a informar quem havia feito a indicação.
A logística previa horários fixos e exigia agendamento antecipado. O serviço alcançava cidades do Alto Tietê, outros municípios da Região Metropolitana e também a capital paulista.
Nas redes sociais, os envolvidos divulgavam um catálogo com design elaborado e emojis de doces para simular a venda de produtos de confeitaria. A estratégia buscava atrair consumidores e ocultar a comercialização de drogas.
O grupo oferecia ampla variedade de entorpecentes em diferentes formatos e quantidades. As “balas” especiais custavam a partir de R$ 30, enquanto a substância concentrada conhecida como “meleca” superava R$ 80. A lista incluía ainda êxtase, cogumelos e skunk.
Para movimentar os valores recebidos por Pix, a organização mantinha uma loja de assistência técnica e venda de acessórios para celulares como cobertura financeira. O comércio formal sustentava a circulação dos recursos e reduzia suspeitas sobre o alto faturamento.
Romani afirmou que a equipe solicitará a quebra de sigilo bancário para mapear o destino do dinheiro e identificar fornecedores, com a intenção de alcançar níveis superiores da distribuição. Ele destacou que o grupo utilizava aplicativos para realizar entregas em toda a região do Alto Tietê e na capital paulista.








