Michael Sarnoski, responsável pela adaptação do jogo de Hideo Kojima, compartilhou imagens de possíveis locações para o longa, que deve começar a ser filmado em 2027.
O filme de Death Stranding começa a sair do papel. Michael Sarnoski, diretor escolhido para levar aos cinemas o universo criado por Hideo Kojima, está na Islândia em busca de locações para as gravações. O cineasta compartilhou nas redes sociais imagens da viagem, revelando paisagens que poderiam facilmente fazer parte dos cenários do jogo.
A escolha do país não surpreende quem conhece a franquia. As extensas planícies, montanhas cobertas de vegetação e formações rochosas da Islândia lembram os ambientes desolados pelos quais Sam Porter Bridges, personagem interpretado por Norman Reedus, precisa atravessar durante sua jornada. O visual do país, inclusive, foi uma das principais referências utilizadas na criação do primeiro jogo, lançado em 2019.
Sarnoski está acompanhado do diretor de fotografia Pat Scola, com quem já trabalhou em Pig e Um Lugar Silencioso: Dia Um. Embora as imagens indiquem que a produção esteja avançando, ainda não há confirmação de quais locais serão efetivamente utilizados nas filmagens.
O projeto foi anunciado em 2023 como uma parceria entre a Kojima Productions e a A24, estúdio responsável por produções como Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, Hereditário e Midsommar. Desde então, poucas informações foram divulgadas sobre o longa, mas declarações recentes de Sarnoski começam a esclarecer os rumos da adaptação.
Uma das principais decisões criativas é não transformar o primeiro jogo diretamente em filme. Em vez de acompanhar novamente a jornada de Sam, a produção pretende contar uma história inédita, ambientada no mesmo universo. A ideia é explorar novos personagens e situações dentro do mundo marcado pelo fenômeno conhecido como Death Stranding, que provocou uma ruptura entre o mundo dos vivos e o dos mortos.
Hideo Kojima acompanha o desenvolvimento do projeto, mas não será o diretor. Em entrevistas, o criador da franquia já explicou que sua participação está mais relacionada à supervisão criativa, enquanto Sarnoski assume a responsabilidade pela narrativa cinematográfica.
A decisão de apostar em uma história original também deixa em aberto a participação de Norman Reedus. O ator, que empresta sua aparência e voz ao protagonista dos jogos, ainda não foi confirmado no elenco. O mesmo vale para outros nomes associados à franquia, como Léa Seydoux e Mads Mikkelsen.
As gravações estão previstas para começar em 2027, com a Islândia e a Irlanda do Norte entre os locais planejados para receber a equipe. Ainda não existe uma data oficial de estreia, e a produção também não anunciou seu elenco principal.
A adaptação chega em um momento de expansão da franquia. Depois do lançamento de Death Stranding 2: On the Beach, em 2025, Kojima continua explorando um universo que mistura ficção científica, fenômenos sobrenaturais e reflexões sobre as relações humanas.
Resta saber como essa proposta será traduzida para o cinema. Nos jogos, boa parte da experiência está justamente na solidão das longas travessias e na maneira como o jogador interage com o ambiente. São elementos pouco convencionais para uma produção cinematográfica, mas que ajudam a explicar por que Death Stranding se tornou uma das obras mais particulares da indústria de videogames.
