Ao decidir ‘fatiar’ o Centraliza e enviá-lo em partes para votação na Câmara, Mabel deixa claro que vai mudar o projeto. E não dá prazo para o novo – lá pro semestre que vem, quem sabe.
É sempre assim: começa uma gestão, o que está sendo feito é paralisado e uma nova ideia para salvar o Centro começa a ser gestada.
Ocorre muito de as propostas da gestão que começa serem tão diferentes das que começaram a ser implementaras pela gestão anterior, que na prática zera tudo.
Até que vem a gestão seguinte e… zera tudo outra vez. Um processo repetitivo de expectativas e frustrações que não cessa. Haja confiança de moradores do centro e dos frequentadores.
A cidade tem problemas mais urgentes, indica o prefeito. Se pensarmos no modo acumulado, nos moradores de rua e nos dilemas da saúde, a resposta é: sem dúvida.
Porém a solução para o centro também é urgente. Porque adiada há várias gestões. Um problema que se multiplica pela cidade, que se reflete nele e que o reflete em todos os seus cantos.
Não é nova a visão de que a cidade é um organismo vivo. E se um parte do corpo adoece, dói geral, afeta inclusive o espírito. O Centro, como está, atrai o que é ruim de se ver e sentir, e não o que Goiânia tem de bom.
Mabel precisa de tempo para ajustar a máquina e organizar a casa? Muita coisa fora do lugar? Ok, ok. Mas que ele pense em tudo, para a ação ser cirúrgica. Planejamento e execução. Tudo ao mesmo tempo.
No Paço, a informação bate com essa expectativa. O prefeito vai mandar aos poucos os projetos exatamente para que sejam, um por um, colocados em prática, o que correria risco caso o volume de ações demandadas de uma vez chegasse em volume total.
Calma para não travar. Fio a fio para desenrolar tudo sem emaranhado. Há método. E um propósito: mais rapidez com uma ação articulada e continuada.