A quatro dias do segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continuam sem vantagem estatística um sobre o outro. Levantamento Indexa/Broadcast divulgado nesta quinta-feira (22/10) aponta 45,2% das intenções de voto para o senador e 44,1% para o presidente.
Como a pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico.
Excluídos votos brancos, nulos e eleitores que ainda não escolheram um candidato, Flávio chega a 50,6% dos votos válidos e Lula soma 49,4%.
O levantamento também mostra que o espaço para mudanças na reta final diminuiu. Segundo a pesquisa, 89,8% dos entrevistados afirmam que a escolha está definida. Há uma semana, eram 86,5%. Já a parcela que admite mudar o voto caiu de 11,5% para 7,3%.
Entre os eleitores de Flávio, 95% dizem que não pretendem alterar a escolha. No caso de Lula, o percentual é de 93%.
Flávio e Lula avançam em relação à pesquisa anterior
Os dois candidatos cresceram numericamente desde o levantamento do mesmo instituto divulgado em 15 de outubro.
Flávio Bolsonaro passou de 43,6% para 45,2%. Lula saiu de 42,1% para 44,1%. As variações, porém, permanecem dentro da margem de erro.
Ao mesmo tempo, caiu de 8% para 4,8% a parcela que afirma não pretender votar. Outros 4,3% dizem que devem votar em branco ou anular o voto, enquanto 1,6% ainda não sabem qual posição tomar.
Quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes dos candidatos, a disputa também aparece equilibrada. Flávio é mencionado por 41,9% e Lula, por 41,1%. Nesse formato, 7,8% não sabem em quem votar.
Eleitorados apresentam diferenças por região e religião
Os dados mostram que os candidatos concentram vantagem em diferentes segmentos.
Lula tem desempenho superior entre as mulheres, com 47,3%, contra 42,3% de Flávio. Entre os homens, o senador aparece com 48,4%, enquanto o presidente registra 40,7%.
A maior distância regional favorável ao petista aparece no Nordeste, onde Lula tem 51,8%, diante de 38,9% de Flávio. O cenário se inverte no Sul: o candidato do PL soma 55,9%, contra 31% do presidente.
No Centro-Oeste, Flávio registra 45,7% e Lula, 42,8%. No Sudeste, são 45,8% para o senador e 44,2% para o petista. No Norte, ambos marcam 43,5%.
A divisão também aparece entre os grupos religiosos. Lula lidera entre católicos, com 51,3%, contra 36,7% de Flávio. Entre evangélicos, Flávio tem 69,7%, diante de 23,2% de Lula.
Renda também marca divisão no eleitorado
O presidente apresenta vantagem entre pessoas de menor renda. Entre quem vive em domicílios com renda de até dois salários mínimos, Lula registra 47,6% e Flávio, 38,9%.
Entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, ocorre o contrário: Flávio alcança 52,6%, enquanto Lula aparece com 40,6%.
Na faixa intermediária, de dois a cinco salários mínimos, há equilíbrio: 44,6% para Flávio e 44,2% para Lula.
A escolaridade repete parte dessa divisão. Lula tem 46,1% entre os entrevistados com escolaridade até o ensino fundamental, contra 42,6% de Flávio. Entre aqueles com ensino superior ou mais, o senador aparece com 47,9%, e o presidente, com 41,4%.
Pesquisa mede receio dos eleitores com vitória dos candidatos
Além das intenções de voto, o levantamento perguntou aos entrevistados qual cenário eleitoral causa maior temor.
A possibilidade de retorno da família Bolsonaro ao governo federal foi mencionada por 41%. Já um novo mandato de Lula foi apontado por 38,6%.
Outros 6,7% afirmam recear os dois resultados, enquanto 11,6% não demonstraram preocupação com nenhuma das possibilidades. Os que não souberam responder representam 2,1%.
Em relação à pesquisa anterior, o índice de preocupação com a família Bolsonaro permaneceu em 41%. O percentual relacionado à reeleição de Lula passou de 40,7% para 38,6%.
Metodologia
A Indexa ouviu 2 mil eleitores por telefone entre terça (20) e quarta-feira (21). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02348/2026.
