A bancada do PT na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ainda não definiu se apoiará a candidatura do deputado estadual Issy Quinan (MDB) à presidência da Casa. Os deputados Fabrício Rosa e Kátia Maria não confirmaram adesão ao emedebista, e a orientação é que o posicionamento seja construído de forma coletiva pelo partido.
Fabrício Rosa afirmou que não declarou apoio a nenhum dos nomes que participam das articulações. Segundo ele, o tema continua em negociação interna e será decidido pela bancada petista. Kátia Maria também não formalizou apoio a Issy Quinan e deverá seguir a definição partidária.
Issy disse que pretende manter o diálogo com os petistas e considera a participação da bancada importante para sua candidatura. O deputado, no entanto, afirmou que ainda não recebeu uma comunicação oficial sobre eventual apoio do PT.
Deputado afirma ter 22 apoios
O parlamentar do MDB declarou contabilizar 22 apoios manifestados. Mesmo assim, continua conversando com outros deputados na tentativa de formar um entendimento antes da eleição da Mesa Diretora, marcada para 1º de fevereiro de 2027.
O deputado estadual reeleito também afirmou desconhecer qualquer restrição ao nome de Lissauer Vieira (PL) na disputa. Lissauer foi eleito pelo partido que lançou Wilder Morais ao governo de Goiás e que também elegeu Gustavo Gayer para a Câmara dos Deputados.
Base governista é apontada como critério
Na avaliação de Issy Quinan, a preferência do governador Daniel Vilela tende a ser por um parlamentar alinhado ao governo e eleito pelo grupo governista. O deputado citou a experiência que teve como prefeito de Vianópolis para explicar que, naquele período, priorizava nomes de sua base nas disputas pela presidência da Câmara Municipal.
O deputado Wilde Cambão (União Brasil) afirmou que há espaço para um acordo entre os nomes colocados na disputa. De acordo com ele, Issy e outros seis parlamentares integram a base de Daniel Vilela, foram reeleitos e têm condições de buscar o comando da Alego.
“A Casa é bem madura”, afirmou Wilde Cambão ao comentar a possibilidade de consenso entre os postulantes.
O deputado do União Brasil classificou como natural o lançamento de pré-candidaturas e disse que o processo reflete o interesse dos parlamentares em ampliar sua atuação política. As negociações continuam enquanto os grupos tentam evitar uma disputa entre integrantes da base governista.
