A menos de duas semanas da eleição, 77% dos eleitores de Goiás não souberam citar um candidato ao Senado quando a Quaest fez a pergunta sem apresentar nomes. Na consulta estimulada, em que os entrevistados recebem uma lista de candidatos, os indecisos somaram 22%. Os dois resultados medem respostas a perguntas diferentes: não lembrar um nome de imediato não significa, necessariamente, estar sem voto definido.
O índice da pesquisa espontânea é superior ao registrado em levantamentos feitos em períodos próximos da votação nas duas eleições anteriores. Em setembro de 2018, a Diagnóstico encontrou 48,7% de indecisos nessa modalidade. Em 2022, o Serpes registrou 46,6%. A diferença em relação aos 77% atuais é de 28,3 e 30,4 pontos percentuais, respectivamente.
A comparação, porém, tem limites. Os levantamentos foram feitos por institutos diferentes e, em 2022, havia apenas uma vaga ao Senado em disputa. Neste ano, assim como em 2018, cada eleitor poderá escolher dois candidatos. A própria pesquisa Quaest mostra maior indefinição para a segunda escolha: 30% não apontaram um nome para essa vaga na consulta estimulada, ante 13% para a primeira.
Uma pesquisa nacional Genial/Quaest divulgada em agosto ajuda a situar o momento da decisão. Nela, 32% dos entrevistados disseram que costumam escolher o candidato a senador na última semana; 14% afirmaram deixar a escolha para o dia da votação. À Folha de Pernambuco, a cientista política Priscila Lapa avaliou que a atenção do eleitor se concentra primeiro nas disputas para o Executivo.
Encomendada pela TV Anhanguera, a Quaest ouviu 804 eleitores em Goiás entre 20 e 23 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é GO-01667/2026. Até a votação de 4 de outubro, a disputa permanece aberta à definição das duas escolhas para o Senado.
