A formação de um eventual governo foi usada por Marconi Perillo (PSDB) como argumento para defender uma política de escolha de secretários baseada em critérios técnicos. Em sabatina na Rádio Difusora Goiânia, nesta sexta-feira (21), o candidato afirmou que não pretende estabelecer uma divisão de cargos entre partidos caso vença a eleição para o governo de Goiás.
A declaração coloca a montagem do primeiro escalão no debate sobre as alianças eleitorais e sobre os compromissos que podem influenciar a administração estadual a partir de 2027.
Alianças
Marconi afirmou que a composição de sua chapa majoritária foi pensada para manter margem de decisão na escolha dos integrantes do governo. Na avaliação do candidato, alianças mais amplas podem aumentar a necessidade de acomodar interesses partidários depois da eleição.
Segundo ele, essa não foi a estratégia adotada por sua candidatura. O tucano disse que pretende selecionar os auxiliares a partir da experiência e da qualificação profissional.
“Não vou, sob nenhuma hipótese, lotear a administração entre partidos políticos. A escolha dos auxiliares terá como prioridade absoluta a qualificação técnica”, declarou.
O candidato afirmou ainda que pretende buscar nomes de diferentes áreas para a estrutura administrativa, incluindo profissionais que ainda não ocupam espaço na política.
Críticas a adversários
Durante a sabatina, Marconi também questionou a estratégia de candidaturas que ampliaram alianças durante a campanha. Para ele, a busca por mais tempo de propaganda pode gerar compromissos políticos posteriores.
O tucano também criticou partidos que se aproximaram do atual governo estadual. Segundo Marconi, algumas dessas alianças teriam sido motivadas por vantagens financeiras e orçamentárias, em detrimento da defesa de interesses do Estado.
As declarações inserem a composição do futuro governo como mais um elemento da disputa eleitoral em Goiás. Além das alianças para a campanha, os candidatos passam a ser cobrados sobre como pretendem organizar a administração caso assumam o Executivo estadual.
