A Unidade de Pronto Atendimento do Jardim Ingá (UPA Ingá), em Luziânia, promoveu, na quinta-feira (20), uma capacitação para os servidores sobre o combate à violência contra a mulher. A atividade foi conduzida pelo capitão Gustavo, oficial da Polícia Militar de Goiás (PM-GO), e teve como objetivo orientar os profissionais sobre como identificar possíveis vítimas e contribuir para o enfrentamento dos casos de violência.
A iniciativa também buscou reforçar entre os colaboradores a importância de uma atuação atenta e humanizada durante o atendimento. Por ser uma unidade de saúde que recebe pacientes com diferentes tipos de demandas, a UPA pode ser um dos locais onde situações de violência são identificadas.
De acordo com a enfermeira Viviane Vieira, coordenadora da área de Humanização da UPA Ingá, a capacitação é importante para preparar os profissionais para reconhecer sinais de violência e saber como agir diante dessas situações.
“Sabemos que essa é uma das piores formas de agressões contra as mulheres e em uma unidade de atenção básica como a UPA sempre recebemos vítimas de várias formas de violência. Por isso precisamos identificar, conhecer e combater”, afirmou.
União entre saúde e segurança
Durante a palestra, o capitão Gustavo destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da atuação conjunta de diferentes setores da sociedade. Para o oficial, profissionais da saúde, segurança pública, gestores e a própria população precisam estar preparados para reconhecer situações de violência e contribuir para a proteção das vítimas.
A capacitação também abordou a importância de identificar casos que podem não ser imediatamente percebidos durante o atendimento. Além das agressões físicas, a violência contra a mulher pode ocorrer de diferentes formas e dentro ou fora do ambiente familiar.
Os servidores foram orientados a comunicar imediatamente situações em que houver suspeita ou identificação de violência contra uma mulher, permitindo que os encaminhamentos necessários sejam realizados.
Atendimento humanizado às vítimas
Para a coordenação da UPA, a identificação da violência deve estar associada a um atendimento acolhedor, capaz de oferecer segurança e respeito às mulheres que procuram o serviço de saúde.
Viviane Vieira reforçou que os profissionais não devem ser indiferentes diante de situações de violência.
“Não podemos aceitar e nem deixar sem punição qualquer forma de violência. Qualquer indivíduo que atente contra a honra, a dignidade ou a integridade física de uma mulher precisa ser exemplarmente punido para que a impunidade não gere mais casos”, destacou.
A orientação busca fortalecer a atuação dos servidores não apenas no atendimento clínico, mas também no acolhimento e na identificação de situações que possam representar risco à integridade das pacientes.
Dinâmica reforça práticas de acolhimento
Além da palestra ministrada pelo oficial da PM-GO, os colaboradores participaram de uma dinâmica voltada à aplicação de conceitos de humanização e acolhimento social.
A atividade teve como proposta estimular os profissionais a refletirem sobre a forma como recebem e atendem os pacientes que chegam à unidade, especialmente pessoas que podem estar passando por situações de vulnerabilidade.
Segundo Viviane, a capacitação integra o trabalho de aprimoramento contínuo da equipe.
“Somos uma assistência à saúde que precisa estar atenta às melhores práticas de receber as pessoas e prestar um serviço sempre humanizado”, afirmou.
Com a iniciativa, a UPA Ingá busca ampliar a preparação dos servidores para reconhecer situações de violência, acolher as vítimas e contribuir para o acionamento da rede de proteção, fortalecendo a integração entre os serviços de saúde e segurança no enfrentamento à violência contra a mulher.
