PSDB e PT se encontraram em um só pensamento.
“Goiás pode mais.”
Ambos queriam o mesmo nome para sua coligação.
Quando descobriram a obra do destino, partiram para a briga. O PSDB repensou: brigar pra quê? O PT levou.
Por um piscar de olhos, a criatividade uniu o que a política separou o ano inteiro, em negociações reservadas, vazadas, infrutíferas.
Os marqueteiros de Marconi Perillo e Lula juntaram água e óleo: Lula e Marconi. Na visão deste, porque o petista topava.
E o que significa isso?
Nada, a não ser ironia eleitoral.
Lulistas goianos lamentam até hoje que Marconi siga não à proposta de unirem forças em torno da candidatura do tucano ao governo de Goiás, com garantia de palanque para a campanha de reeleição do presidente.
O tucano Jayme Rincon, em entrevista à rádio Difusora Goiânia, admitiu as tratativas. O petista Delúbio Soares, também à rádio, confirmou.
Marconi não quis. Não quer.
A conta, na avaliação dos lulistas, era de somar. Pessuisas indicavam que Marconi subiria nas intenções de voto imediatamente. Nas pessuisas de Marconi, não: seria somar, mas rejeições. Dele com a da esquerda.
Goiás é majoritariamente de direita. O que também as pesquisas dizem. E lá atrás, foi Marconi o fiador da tese de compra de aliados por Lula no primeiro ciclo da Presidência.
A possibilidade de união entre Marconi e Lula em Goiás ficará na história de Goiás como aquilo que poderia ter sido e não Foi. Aquilo que poderia ter mudado o curso da política goiana mas não se realizou.
O não-fato de campanha mais estridente de 2026.
Pode ser que PT e Marconi se reencontrem no 2º turno. Com uma das partes como protagonista. Ou com ambos apenas coadjuvantes, danos colaterais da história: os seus eleitores precisando escolher entre a direita caiadista de Daniel e a direita bolsonarista de Wilder. Havendo 2º turno.
Quem pode mais em Goiás é uma urna aberta a interpretações.
Pelas pesquisas, Ronaldo Caiado pode bem mais, com aprovação de 86% (Quaest). E Flávio Bolsonaro (PL) pode muito, nas intenções de voto para presidente. Ele é avaliado disputam, com Lula em distante terceiro lugar.
Ironia do destino. Uma frase de efeito une Marconi e Lula. A realidade da campanha, separa. Alguém rirá por último em outubro.
Será o slogan da campanha o epitáfio da derrota?
