O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou nesta quarta-feira (1º), em Brasília, a escolha do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como pré-candidato a vice-presidente em sua chapa. O anúncio ocorreu na sede do PSB durante o evento de lançamento das pré-candidaturas. Com essa definição, o partido consolida uma composição de chapa pura para a disputa pelo Palácio do Planalto.
Articulação política e estratégia partidária
A indicação de Kassab reforça o movimento do PSD rumo a uma candidatura própria e independente. O dirigente partidário, reconhecido por sua ampla capacidade de articulação nos bastidores do Congresso Nacional e dos governos estaduais, integrava o secretariado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, antes do início formal das costuras para a sucessão presidencial.
Nos bastidores, a cúpula do PSD defendia o nome de Tarcísio de Freitas como o principal representante do bloco de oposição para o embate direto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, diante da falta de respaldo da família Bolsonaro a essa alternativa, a legenda optou pela construção de um projeto alternativo sob a liderança do governador goiano.
Desempenho nas pesquisas e cenário eleitoral
Até o momento, as pesquisas de intenção de voto mostram que Ronaldo Caiado oscila entre 2% e 3% da preferência do eleitorado nos principais institutos de levantamento estatístico. O cenário para a pré-candidatura demonstra estabilidade. Nem mesmo a recente exposição pública das investigações que associam o senador Flávio Bolsonaro ao chamado “caso Master” resultou em ganho imediato de tração ou crescimento numérico para o nome do PSD.
A consolidação desta aliança interna marca o início de uma nova etapa de negociações para a sigla. A prioridade imediata da coordenação da campanha passa a ser a ampliação de palanques nos estados e a busca por coligações com outras forças políticas de centro e de direita, de modo a garantir maior tempo de propaganda e capilaridade eleitoral em todo o território nacional.
As convenções partidárias homologarão as decisões de forma definitiva em agosto, conforme o calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral. Até lá, os novos aliados pretendem intensificar as agendas públicas conjuntas nas principais capitais brasileiras.
