Na coluna anterior, falei de custo de pesquisa e sua importância estratégica. Vamos a outro ponto. O óbvio que é ignorado: elas são termômetros. Daí a definição de retrato de momento.
Independentemente de índices – Daniel tem X, Marconi tem Y, Wilder tem Z e PT tem A -, basicamente todas mostram que o jogo está nesta ordem de posicionamento na corrida eleitoral.
Uma ou outra diverge pontualmente, mas nem tanto. Na prática, é isso. É natural.
Daniel é o nome do governo, com estrutura e tudo. Marconi é o mais conhecido (o que lhe dá, de quebra, a maior rejeição), e os outros estão jogando parados.
Fora os arranjos nos discursos, ainda em curso.
Quer dizer que vai terminar assim?
Avalie.
Estamos no final de abril. Tem maio. Tem junho. Tem julho, até dia 20, de pré-campanha. Aí vem convenções até dia 5 de agosto. Em seguida, campanha de fato. Com jogadores definidos, times formados em campo, tempo de TV e pedido de voto.
Dá pra dizer que hoje será amanhã? Só na propaganda daquele candidato lá atrás, que dizia que o hoje se faz amanhã… Não. Parece que era… é hoje que se faz o amanhã… Me ajudem. Lembram?
Na base da inércia, nenhuma candidatura vai longe. Pesquisa não garante eleição. Pesquisa mostra a realidade.
Nas próximas pesquisas, vamos acompanhar movimentos de subida de um, queda de outro, oscilações naturais. Tudo parte do jogo.
A reação aos números é outra medida de como o jogo vai evoluir.
Se quem está à frente se abala com eventual queda, a queda será maior e poderá crescer.
Se quem está atrás, melhora, pode ser que isso seja motor de impulsionamento da candidatura.
Se o eleitor vê fraqueza em um e fragilidade em outro, pode mudar de intenção de voto agora e, quem sabe, consolidar este voto depois.
Se.
Jogo jogado é assim. Pesquisa mostra o jogo sendo jogado. Aí tem fricção de um lado, canelado de outro, mão na bola de outro ainda. Vale tudo. Resultado de eleição quem garante é urna.
Por isso o já ganhou é perigoso. Assim como bravatear que “vou ganhar” igualmente não significa nada. Derrota antecipada, só da boca pra fora.
Tudo é discurso motivacional, papo de coach, até que o voto entre na urna.
