A minissérie “Adolescência”, disponível na Netflix, tem gerado debates acalorados ao abordar temas sensíveis como responsabilidade parental, supervisão inadequada e a influência da misoginia em comunidades online sobre jovens.
É definitivamente uma série impactante, e algo que contribui muito para o sucesso dessa produção é a utilização de um recurso que torna tudo ainda mais interessante: o plano sequência.
Esse recurso é forma de registrar tudo de forma ininterrupta, ou seja, não são feitos cortes. Assim, a câmera segue a ação continuamente, sem aquelas transições bruscas. Inclusive, historiadores defendem que esse recurso foi utilizado pela primeira vez no filme Aurora de F.W. Murnau em 1927.
Conforme explicado ao site Netflix Tudum, Philip Barantini, o diretor, disse que a gravação consistia em apertar o botão e só pausá-la depois de uma hora. Isso significa um trabalho de produção e atuação enormes.
No ex-Twitter, atual X, a conta britânica da Netflix tweetou dando respostas sobre o processo de gravação de “Adolescência”:
P: Então eles filmaram cada episódio mais de uma vez?
Resposta: Muito mais. Inicialmente, o plano era filmar cada episódio inteiro 10 vezes (uma de manhã e outra à tarde, ao longo de cinco dias) – mas, na prática, algumas tentativas precisaram ser abandonadas e reiniciadas…
Sinopse de Adolescência
Com quatro episódios, a minissérie explora a angústia de Eddie, um pai que busca entender como seu filho de 13 anos, Jamie, se tornou o principal suspeito de um crime brutal contra uma colega de classe.
E é justamente aí que o plano sequência surge como um recurso para escancarar a agonia de toda a situação, mostrando tudo de forma contínua, sem “pular” de uma cena para outra.
Elenco: Owen Cooper, Stephen Graham, Ashley Walters, Erin Doherty, Fayse Marsay, Faye Marsay, Christine Tremarco, Mark Stanley, Jo Hartley e Amélie Pease.