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Especial · Eleições presidenciais 1989–2026

Esquerdae os dois lados da urnaDireita

Dez disputas pela Presidência desde a volta do voto direto. Como os campos da esquerda e da direita se formaram, venceram, perderam e se reinventaram — eleição por eleição, até o segundo turno de 25 de outubro de 2026.

Presidente
  
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Experimente 13, 45, 17, 22 ou 20 e confirme: a página leva você à eleição em que o número foi decisivo.
Antes de ler

Antes de começar

Como lemos esquerda e direita

Desde 1989, o Brasil escolheu o presidente pelo voto direto em dez ocasiões. Em quase todas, a disputa decisiva opôs um candidato do campo da esquerda — o PT, em todas as vezes — a um adversário do campo oposto.

Esse campo oposto mudou de cara. Nos anos 1990 e 2000, foi ocupado pelo PSDB, partido nascido social-democrata e que se descrevia como de centro, mas que se tornou o principal polo anti-PT. A partir de 2018, o lugar passou a uma direita declarada, liderada pela família Bolsonaro.

Campo da esquerdaPartidos e candidatos que se apresentam como de esquerda ou centro-esquerda.
Centro-direita e direitaO principal adversário da esquerda em cada eleição, do PRN de Collor ao PL de Flávio Bolsonaro.
Outros e terceira viaVotos válidos dados a todos os demais candidatos.
ProgramaPolíticas públicas citadas nas campanhas, do lado do governo que as criou.
Mudou a eleiçãoFatos que mais influenciaram o resultado seguinte, com o efeito nas urnas.
Votos válidosTodos os percentuais seguem o TSE: excluem brancos e nulos. Vence no 1º turno quem passa de 50%.

Parte 1

O pêndulo

O gráfico mostra, a cada eleição, a votação do principal nome de cada campo no turno que decidiu a disputa. Em 1994 e 1998 não houve segundo turno, por isso a soma das duas linhas fica abaixo de 100%. Passe o mouse ou toque em um ano para ver o placar e o mapa daquela eleição.

Votos válidos no turno decisivo (%)

EsquerdaDireita
Votação dos principais candidatos de esquerda e de direita em cada eleição presidencial, 1989 a 2026

2026: resultado do 1º turno; o 2º turno acontece em 25/10. Fonte: TSE.

Parte 2

Dois lados, uma linha do tempo

À esquerda da linha central, a trajetória da esquerda; à direita, a do campo adversário. Entre uma eleição e outra aparecem os programas criados por cada governo e, em destaque, os acontecimentos que mais pesaram nas urnas.

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Parte 3

Como cada campo conta a própria história

Um resumo dos argumentos que defensores e críticos de cada lado costumam usar. Não é um julgamento: é o mapa da discussão.

Esquerda

O que dizem os defensores

  • Os governos do PT tiraram milhões da pobreza com Bolsa Família, valorização do salário mínimo e crédito.
  • Ampliaram o acesso à universidade com cotas, ProUni e expansão das federais.
  • A prisão de Lula foi anulada pelo STF, o que reforçaria a tese de perseguição judicial.

O que dizem os críticos

  • Mensalão e Petrolão mostrariam corrupção sistêmica em governos petistas.
  • A recessão de 2015–2016, uma das maiores da história, teria origem na política econômica de Dilma.
  • A anulação das condenações se deu por questão processual, sem absolvição no mérito.

Centro-direita e direita

O que dizem os defensores

  • O Plano Real e a responsabilidade fiscal dos anos FHC deram estabilidade ao país.
  • A direita recente representa valores conservadores, segurança pública e menos Estado na economia.
  • Inelegibilidade e condenação de Bolsonaro seriam, para seus apoiadores, perseguição política.

O que dizem os críticos

  • As privatizações dos anos 1990 teriam sido feitas a preços baixos e sem retorno social.
  • O governo Bolsonaro teria minimizado a pandemia e atacado as urnas e o STF.
  • O 8 de janeiro e a condenação no STF mostrariam uma tentativa de ruptura democrática.